“De olho” em grupos criminosos, Sisfron fechará “furos” na fronteira

Edivaldo Bitencourt e Nadyenka Castro
Militares estão reunidos hoje e amanhã para debater sistema na Capital (Foto: Pedro Peralta)
Militares estão reunidos hoje e amanhã
para debater sistema na Capital (Foto: Pedro Peralta)
De olho em organizações criminosas que atuam em Mato Grosso do Sul, o Exécito aposta no Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) para fechar os “furos” na imensa fronteira seca com o Paraguai.
O projeto, que prevê investimento de R$ 1 bilhão até 2022, estará concluído até 2015 no Estado. Só após concluir o programa em MS, o Exército irá iniciar a instalação do sistema nos demais estados, como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia e Acre.
Segundo o coordenador regional do Sisfron e chefe do Centro de Operações do CMO (Comando Militar do Oeste), general de brigada Elias Rodrigues Martins, equipes de inteligência das Forças Armadas já identificaram as organizações criminosas, que atuam na fronteira do Estado e serão alvo das operações.
Apesar do Exército não divulgar, o Governo federal investe no combate ao crime organizado, responsável pelo tráfico de drogas, de armas e contrabando na fronteira.
O Sisfron vai focar, principalmente, as regiões de Dourados e Ponta Porã, onde as rotas de fuga são muitas e a incidência de crimes de fronteira é alta. O general de brigada explica que os grupos criminosos atuam na região por causa da proximidade com os grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro.

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O sistema – Orçado em R$ 1 bilhão, o Sisfron teve investimento de R$ 200 milhões no ano passado. O projeto, pensado em 2009, começou a sair do papel em 2012, com a contratação de duas empresas encarregadas pelo mapeamento dos locais que vão receber as câmeras e antenas.
O CMO adquiriu ou concluiu a licitação para a aquisição de coletes, kits de bloqueio de rodovias, 163 viaturas e equipamentos de alto valor tecnológico (para transmissão via satélite). Esses últimos serão usados na comunicação entre os centros operacionais da Capital e Brasília.
Além do Sisfron, o CMO está remanejando militares para ampliar o efetivo no Mato Grosso do Sul. Entre os custos do projeto, estão os custos com estadia e diária dos militares de outros estados.
Uma reunião entre gestores locais e nacionais acontece de hoje até quinta-feira (4) no CMO, em Campo Grande. De acordo com o major Robson de Menezes Peroni Campos, chefe da comunicação social do CMO, o encontro é o primeiro deste porte, já que as reuniões anteriores eram gerenciais.
Campo Grande News/montedo.com
Sisfron (Imagem:AEL Sistemas)

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