Acordo militar de R$ 841 milhões com Brasil é essencial aos EUA
O acordo militar entre o Brasil e os Estados Unidos no valor de US$ 427 milhões (R$ 841 milhões) envolvendo a Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A (Embraer) é considerado essencial nas missões norte-americanas, inclusive no Afeganistão. O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, conversou nessa quarta-feira, por telefone, com o ministro de Defesa do Brasil, Celso Amorim, sobre o acordo.
O contrato determina a venda de 20 unidades do avião de ataque leve A-29 Super Tucano à Força Aérea dos Estados Unidos com o objetivo de servir de apoio à Força Aérea, segundo autoridades norte-americanas. Em comunicado, o Pentágono detalhou o acordo feito com a Embraer, que apresentou proposta de sociedade com a empresa norte-americana Sierra Nevada Corporation.
“É fundamental para dar apoio às forças afegãs de segurança nacional, como parte do apoio a longo prazo dos Estados Unidos ao país após a conclusão da missão da Força Internacional de Assistência para a Segurança (da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan) no fim de 2014”, disse o porta-voz do Pentágono, George Little.
De acordo com os termos do contrato, 20 aeronaves serão enviadas às bases aéreas no Afeganistão em 2014, para as tarefas de “treino avançado de voo, vigilância, apoio aéreo e missões de interdição aérea”. O porta-voz informou ainda que Carter e Amorim devem se reunir, seguindo o cronograma do acordo denominado Diálogo de Cooperação na Defesa dos Estados Unidos e Brasil para “continuar a cooperação de defesa”.
Agência Brasil/montedo.com
Comento:
Essencial? Fundamental? Fala sério! Os gringos estão é fazendo média, de olho na venda dos F-18 e, de quebra, tentando contrabalançar a aproximação entre Brasil e Rússia.
Respostas de 6
A escolha do Super Tucano pelas FFAA dos EUA foi sim um ótimo negócio.
É a melhor aeronave em TUDO para se combater guerrilha, contra-insurgência, vigilância, patrulha, apoio de fogo aproximado e etc e os EUA precisavam exatamente disso. Estão com dificuldades financeiras gigantescas e é insustentável usar caças F-16, F-18 e etc que tem hora de vôo acima de 30 ou 40 mil dólares e necessitam de grandes pistas e todo um gigantesco apoio de terra para combaterem guerrilheiros escondidos em buracos em áreas montanhosas se podem USAR o SUPER TUCANO que custa 5 mil dólares a hora de vôo e não necessita de grandes pistas nem de um gigantesco apoio em terra. A escolha foi lógica tecnológica, militar e principalmente financeiramente.
É verdade, amigo dos 11:30.
O ST é a melhor aeronave COIN (counter-insurgency)do mundo. Se a Embrar fosse estatal eu até poderia acreditar em "troca de favores", mas não é.
E nós não vamos de F-18. É mais fácil irmos de Su-35 do que de F-18.
É, montedo… O companheiro acima quebrou teu argumento com fatos.
Epa, epa!
'Quebrou' meu argumento por quê?
Acaso discordei que o Super Tucano é uma aeronave de ponta?
O busílis é o viés argumentativo do subsecretário, claramente bajulatório, coberto de intenções ocultas.
Ou seriam os ST a'última bolachinha do pacote'para as Forças Armadas mais poderosas do mundo?
Não esqueça que, depois que Lula anunciou – isso mesmo, anunciou – a compra dos Rafale em 7 setembro de 2009, a negociação dos caças retrocedeu, e muito, o que aumentou consideravelmente as chances do F-18, negócio que torna pó-de-traque o valor pago pelos Super Tucanos.
Há 'muito mais nos céus do Brasil do que aviões de carreira', amigo.
Pois é Montedo, concordo com o primeiro comentário e o seu, o ST cumpre muito bem essa missão de guerrilha típica das montanhas do Afeganistão e, ao mesmo tempo, a política externa multilateral funciona dessa forma. É um toma lá dá cá. Afinal, o Brasil é um dos países mais protecionistas do mundo: vai tentar comprar um IPhone ou ter um carro importado para ver a quantidade de imposto que se paga…
Montedo, pelo jeito você não gosta muito de ser contrariado, não é mesmo!!! Mudou muito desde que passou para a reserva. Bom, nem sei porque estou escrevendo isso, não vai publicar mesmo!!!