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O norte-americano Bradley Manning, presente hoje a tribunal, declarou-se culpado de dez dos 22 crimes de que é acusado.

André Barata, Reuters

Bradley Manning é acusado de partilhar documentos confidenciais com o site WikiLeaks
Bradley Maning é acusado de partilha documentos
 oficiais com o site Wikileaks
EPA/MICHEL REYNOLDS
Bradley Manning, soldado norte-americano acusado de passar informação confidencial ao site Wikileaks, declarou-se esta quinta-feira culpado de dez das 22 acusações, mas negou a acusação mais grave de que é alvo: cumplicidade com o inimigo.
Durante a sessão, Manning afirmou que antes de passar os documentos ao site Wikileaks tentou dá-los aos jornais “New York Times”, “Washington Post” e blogue “Politico”.
Denise Lind, Coronel e juíza responsável pelo caso, irá deixar o soldado ler um comunicado onde explique as suas ações.
Caso seja só acusado das dez acusações menores, Manning poderá cumprir até 20 anos de prisão.
O norte-americano foi preso em maio de 2010 depois de uma denúncia por suspeita de ter descarregado milhares de documentos classificados e a 5 de julho, o Pentágono acusou-o de partilhar milhares de documentos confidenciais e vídeos de combate com o site WikiLeaks.
O arguido no caso da maior fuga de documentos secretos na história dos Estados Unidos, está preso há mais de mil dias numa prisão da base militar de Quântico na Virgínia e caso seja acusado de cumplicidade com o inimigo, pode ser condenado a prisão perpétua.
Expresso/montedo.com
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