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*Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Seguidamente, recebemos mensagens indagando sobre a pretensa (?) subalternidade que grassa nas Instituições Militares.
Algumas indignadas alegam que mais do que o sepulcral silêncio, assombra a subserviência e mesmo a passiva convivência, mesmo diante de atitudes e medidas do desgoverno que ferem profundamente o que seria a dignidade militar.
Outras mais veementes fazem alusões à passividade pelo expurgo de datas significativas para o Estamento Militar que foram sumariamente execradas do seu calendário, como a Intentona Comunista de 1935 e a histórica Contrarrevolução de 31 de Março de 1964.
Cala fundo a falta de amparo aos militares que cumpriam missão à época nos Órgãos de Repressão, seja como simples agentes seja como chefes ou responsáveis pelas medidas contra a subversão. O Cel. Ustra e outros são os exemplos vergonhosos do descaso e do abandono.
Diante de tanta leniência, muitos perguntam, mas como aconteceu?
Especulando, podemos responder que a submissão não foi repentina, ela foi construindo – se imediatamente após o término dos governos militares. E os governos não eram do PT, eram de outros partidos de triste memória.
À época, sob a batuta dos radicais da esquerda, os então Ministros Militares, e logo alguns Comandantes Militares, numa demonstração de extremada benevolência, talvez envergonhados pela vigência dos governos militares, diante das mais estapafúrdias solicitações ou determinações daqueles governichos, acediam sem qualquer muxoxo.
Assim, na medida em que o tempo passava, novas imposições e escabrosas restrições foram sendo acumuladas e assimiladas, de forma a colocar as Instituições Militares como a quinta roda da carroça, como dizia a nossa saudosa avozinha, e o pior, com o traseiro à mostra.
A desmoralização foi num crescendo e atingiu o seu auge sob os auspícios e ferrenho empenho da esquerda petista.
Acompanhamos o “tsunami” do revanchismo. Foram prédios “batizados” em nome da luta subversiva, foram homenageados “heróis” terroristas de nomeada, foram construídos monumentos ao “embuste”, foram patrocinados livros que atacavam os defensores da democracia e enalteciam os ignóbeis subversivos.
E foi “parido” o Ministério da Defesa sob a batuta de alguns abomináveis ministros civis, cidadãos de questionáveis qualidades para o honroso cargo.
Viva Marighela, viva Dirceu e tantos outros e outras bem conhecidas.
Mas não era o suficiente, era preciso que a sociedade brasileira sofresse na carne o seu apoio à contrarrevolução. E no bolso, também.
E ser subversivo, sequestrador, assaltante mostrou – se lucrativo, pois mais de 04 bilhões de reais foram pagos aos patifes. E não apenas em nível federal, pois alguns Estados, como o desgoverno federal, também aquinhoaram os heróicos terroristas com benesses financeiras.
Hoje, quando alguém pergunta, mas como aconteceu? A resposta é uma só, o descalabro foi construído paulatinamente na boa vontade, na esperança de preservar a democracia, no receio de antigos chefes militares que temeram que a sua justa reação pudesse soar como uma tentativa ou esboço de uma nova contrarrevolução.
A sua benevolência ou fraqueza foi a motivação para que o solerte inimigo se agigantasse, e hoje chegássemos ao cúmulo de aguentar uma execrável Comissão da Verdade.
Que os futuros chefes aprendam a lição de que a dignidade, os decantados Valores Militares repousam na excelência de suas Virtudes, e que não “dar as costas” para o inimigo reconhecidamente traiçoeiro, se não é uma Virtude, pelo menos não é uma retumbante idiotice.
* General de Brigada Rfm 
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