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Justiça uruguaia processa fuzileiros por abuso a haitiano
A Justiça criminal do Uruguai condenou à prisão nesta segunda-feira quatro fuzileiros navais membros das missões de paz pelo crime de “violência privada” contra o haitiano Jhony Jean, que teria sido violentado há um ano em uma base militar em Port Salut.
O juiz da causa, Alejandro Guido, descartou por falta de provas o crime de abuso sexual, como sustentava a defesa de Jean, disse à Reuters o porta-voz do Poder Judiciário, Raúl Oxandabarat. Também rejeitou a teoria de que se tratava simplesmente de uma piada, como alegavam os soldados uruguaios.

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A lei uruguaia estabelece como crime de “violência privada” o uso da “violência ou ameaça para obrigar alguém a fazer, tolerar ou deixar de fazer alguma coisa.”
O caso ganhou repercussão quando um vídeo filmado pelos próprios fuzileiros vazou. Jean, de 19 anos, aparecia nu e deitado de bruços sobre um colchão em um quarto da base militar, enquanto os agressores riam e se aproximavam da vítima nus.
O processo prevê uma pena de entre três meses e três anos de prisão, o que será determinado pelo juiz na sentença.
Os quatro fuzileiros, de entre 22 e 29 anos, eram integrantes da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) e já haviam sido condenados à prisão no ano passado pela justiça militar uruguaia.
Terra/montedo.com
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