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A Marina olímpica, o soldado Pelé e o ranzinza Felipão.
Por Livo Tavares @jornalino.com
Não dá para entender por que a presença de Marina Silva na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres causou tanta polêmica, fazendo parecer que só quem se acha investido de mandato é que tem o direito de representar o Brasil no exterior.
Não dá para entender por que a presença de Marina Silva na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres causou tanta polêmica, fazendo parecer que só quem se acha investido de mandato é que tem o direito de representar o Brasil no exterior.
É verdade que a ex-senadora e renomada ambientalista apareceu de forma até certo ponto surpreendente naquele cerimonial esportivo, haja vista não ser uma celebridade do mundo do esporte.
Até me reportei sobre isso no Painel da Folha de S.Paulo, observando o fato de possuirmos no Brasil glórias do esporte como Pelé, Hortência, Oscar Schmitt e tantos outros com um perfil mais adequado para representar o país em eventos dessa natureza.
Picuinhas à parte, o que de melhor tivemos no limiar dos Jogos londrinos foi a conquista de medalhas de ouro, prata e bronze, em plena largada da grande competição.
Chama a atenção, nesse aspecto, o fato de dois terços dos atletas vencedores serem militares, representados pela judoca Sarah Menezes (medalha de ouro), que é marinheira, e pelo também judoca Felipe Kitadai (medalha de bronze), soldado do Exército.
O outro grande destaque dessa estréia inédita foi o nadador Thiago Pereira, conquistando a prata na prova dos 400 m mediely.
Vale lembrar que, tanto nos esportes essencialmente olímpicos como no futebol, as nossas Forças Armadas sempre estiveram representadas por nomes que entraram para a história dos grandes acontecimentos esportivos.
O maior deles foi o sargento João Carlos de Oliveira, o popular João do Pulo, que se tornou recordista mundial no salto triplo, em 1975, recorde esse que só foi batido dez anos depois, mais precisamente no dia 16 de julho de 1985, em Indianápolis, pelo americano Willie Banks.
O mais curioso, nesse paralelo entre a atividade castrense e a esportiva, é o fato de Pelé, maior craque da conquista brasileira na Copa de 1958, na Suécia , haver prestado o Serviço Militar obrigatório, poucos meses depois desse feito, como qualquer jovem de sua época.
Naqueles “anos dourados”, em que a paulistana criada em Taubaté, Celly Campello, embalava as matinês dançantes cantando “Banho de lua”, “Estúpido cupido”, “Lacinhos cor de rosa”, “Broto legal” e outros sucessos de seu incipiente repertório roqueiro, tudo que os jovens da geração de Pelé mais queriam era dar um jeitinho de “escapar do Exército”, como se dizia na época.

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Ao que se sabe, o cidadão Edson Arantes do Nascimento sequer manifestou o desjo de eximir-se desse compromisso com a pátria, o que não seria de estranhar, caso o fizesse, considerando o prestígio de que desfrutava mercê de sua estupenda atuação naquele que fora o nosso primeiro título mundial de futebol..
Ao contrário disso, o brasileiro Pelé, no auge da fama, acabou se tornando uma lição de civismo, ao incorporar no 6º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (6º GACosM), sediado na Baixada Santista, sob o nome de guerra Soldado Nascimento, do qual se dizia orgulhoso, manifestando até hoje sua saudade dos tempos de quartel.
E, como não poderia ser diferente, o soldado de artilharia fez valer na caserna sua condição de artilheiro da bola, marcando quatro gols como atleta da Seleção das Forças Armadas, pela qual se sagrou campeão sul-ameicano militar em 1959.
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