Cabo da Marinha é preso por bater na esposa

Militar acusado de bater na esposa vai em cana
Belém – O cabo da Marinha Paulo Henrique Martins de Moura, 42, foi preso na madrugada de ontem depois de ter, segundo informações fornecidas pela polícia, agredido e ameaçado de morte a própria esposa. A vítima estava indo embora da residência do casal, localizada na Rua Uruguai, próximo da Rodovia Arthur Bernardes, bairro Pratinha, em Belém, quando solicitou apoio da polícia, pois, segundo ela, ele a teria ameaçado de morte. Policiais militares foram ao local e ainda teriam sido desacatados pelo suspeito, que depois recebeu voz de prisão.
A esposa do cabo da Marinha, que pediu para não se identificar, nem ser fotografada, contou que o casal estava junto há quatorze anos e que desde o ano de 2003 que as agressões se iniciaram. Mãe de duas filhas com o militar, sendo uma de sete e outra de quatorze, ela contou que já havia procurado a polícia em outras ocasiões.
“Já sofri agressões dele e procurei a polícia, mas as agressões continuaram. No último domingo ele me agrediu mais uma vez, me ameaçou de morte e nesta noite eu retirava objetos pessoais da casa para ir embora de lá. Quando ele chegou pensei que ia me matar. Ele colocou o carro dele na frente do meu, impedindo que eu saísse. Depois ele começou a ofender os policiais e acabou preso”, falou.
A viatura 9342 comandada pelo sargento PM Machado da 3ª Companhia do 10º Batalhão da Polícia Militar foi quem se deslocou para preservar a segurança da vítima no local. O policial relatou que ao chegar no endereço, o cabo da Marinha não estava na residência.
“Quando chegamos ela estava retirando objetos dela pela janela, pois ele teria deixado a casa trancada. Ela colocava os objetos dentro do carro quando ele surgiu em outro carro e estacionou, fechando a saída do veículo dela”, disse.
De acordo com o policial, o cabo da Marinha desacatou a guarnição. “Conversamos com ele, mas ele começou a nos ofender, me “peitou” e nos desacatou. Revistamos o suspeito, mas nenhuma arma foi encontrada com ele e nem no veículo. Pedi apoio a outra viatura e como ele não quis sair do local demos voz de prisão à ele”, explicou.
Paulo Henrique foi conduzido na viatura para a Seccional Urbana de Icoaraci para prestar depoimento e, segundo o policial, somente depois de ser colocado dentro do camburão da viatura, “ele acalmou os ânimos”.
Procurado pela nossa reportagem, Paulo Henrique de Moura disse que não cometeu nenhum crime. “Não tenhobada para declarar. Não fiz nada para a minha mulher e nem tenho nada do que me arrepender”, alegou.
Após prestar depoimento, ele foi indiciado delegado de plantão, Aladir Vieira, por crime de violência doméstica e de ameaça. Militares do Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba) da Marinha foram deslocados para a seccional e aguardaram a conclusão dos procedimentos do flagrante.
Diário do Pará/montedo.com

Respostas de 3

  1. Aonde estão os comentários dos praças de plantão, insinuando que "o militar foi preso porque era praça, porque se fosse oficial seria solto!"

  2. Não se trata de assunto militar, é uma assunto sobre UM militar, e assunto de ordem privada, diga-se de passagem. Mas se fosse assunto ligado à atividade militar com certeza o erro cometido pelo oficial seria acobertado com "panos quentes" e o erro da Praça (não é do praça) seria "exemplarmente" punido. Isso é o que se "vê de olho" ocorrer nos quartéis: UM PESO E DUAS MEDIDAS !!! Por mais que aluns neguem, não dá para esconder, pois toda documentação sobre apurações disciplinares e penais passam pelas mãos das Praças e nós vemos as acochambrações no tratamento de uns e rigidez no trato de outros. Simples assim.

  3. Profissionalize as FFAA, sem previlégio para oficias previsto em regulamento, uma classe militar somente, sem divisão alguma entre os oficiais e demais militares, seria um bom exemplo para todos. Nos tempos de hj não lideram-se soldados pela força da baioneta. Sigam o exemplo dos americanos senhores oficiais.

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