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Cerimônia teve homenagens militares na tarde desta terça-feira, em Brasília.
Piloto de 22 anos sofreu acidente quando se preparava para decolar.
Foi enterrado na tarde desta terça-feira (5), em Brasília, o corpo do cadete de 22 anos morto em um acidente dentro da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), na manhã de segunda-feira (4). Homenagens militares marcaram a cerimônia.
O velório e o enterro de André Rodrigues Silva aconteceram no Cemitério Campo da Esperança com a presença de representantes da Força Aérea, do Comando da Aeronáutica de Brasília, amigos e familiares, que não quiseram falar com a imprensa.
O acidente
O cadete morreu ao ser ejetado do avião Tucano T-27, usado em treinamentos. A aeronave estava na cabeceira da pista da AFA e, pouco antes da decolagem, o piloto foi lançado a uma altura de cerca de 15 metros. Silva caiu no chão sem nenhuma proteção nem redução do impacto, já que o paraquedas não funciona com o avião parado.
O mecanismo do assento ejetável é bloqueado por um pino que o piloto só retira pouco antes de iniciar a decolagem.
O sistema do pino pode ser comparado ao da trava de uma arma, que mesmo destravada só dispara quando acionado o gatilho.

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Investigação
Como o acidente aconteceu dentro de uma área militar, representantes da Força Aérea vão investigar o caso.
Foi aberto um inquérito policial militar que tem prazo de 40 dias para ficar pronto podendo ser prorrogado por mais 20. Pode haver indiciamento se houve crime no acidente, mas á a Justiça Militar que faz o julgamento.
Ainda não há uma decisão se o instrutor que estava junto com o cadete no avião vai ser ouvido.
Outro trabalho é do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) que vai apurar as causas com o objetivo de evitar novos problemas. O relatório não tem prazo para terminar e não pune ninguém.
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