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Sem aeroportos suficientes, bases militares podem ser usadas na Copa
Valcke (à dir.) veiculou possibilidade de utilizar bases militares para receber o tráfego aéreo elevado durante o Mundial – Foto: Ulisses Neto/Especial para Terra
ULISSES NETO
Direto de Zurique (Suíça)
O governo brasileiro e a Fifa selaram a paz nesta terça-feira em Zurique depois de uma reunião de mais de seis horas. Apesar disso, os problemas estruturais do País para receber o Mundial continuam exatamente iguais. Entre eles, a falta de quartos nos hotéis de algumas sedes e a precária rede aeroportuária brasileira.
Faltando apenas 13 meses para o início da Copa das Confederações, fica difícil imaginar que essas questões serão resolvidas a tempo. Por isso, a Fifa já fala até em utilizar bases militares para receber o tráfego aéreo elevado durante o Mundial.
A entidade já sabe que não poderá hospedar torcedores, jornalistas e delegações em muitas das 12 cidades que vão receber a Copa na primeira fase. O jeito será manter os visitantes em trânsito antes e depois dos jogos, com base em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. O problema então se torna outro: a falta de capacidade dos aeroportos.
A possibilidade de improvisar com bases militares foi levantada nesta tarde por Jérôme Valcke, secretário-executivo da Fifa, depois do encontro com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Segundo Valcke, o tema será debatido pelo fórum criado nesta terça que envolve a própria federação internacional, o governo federal e o Comitê Organizador Local da Copa (COL).
“Vamos buscar soluções para várias questões como problemas de mobilidade, aeroportos, bases militares, setor hoteleiro, entre outros temas. Vamos criar um elo com o governo federal para garantir que todos possam assistir à Copa”, disse.
O ministro Aldo Rebelo confirmou a possibilidade de utilização das bases militares para ajudar a receber o tráfego aéreo durante a competição. No entanto, disse que o plano ainda precisa ser analisado com mais cuidado.
“Nós temos um grupo que considera todas as possibilidades e essa opção (das bases militares) está sendo considerada”, declarou. “Mas a forma, o detalhe e as condições só podem ser reveladas quando resolvidas com o Ministério da Defesa que é, em última instância, a área responsável pela operação desses aeroportos”, completou.
Terra/montedo.com
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