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Forças Armadas amplia atuação na Cabeça do Cachorro no Amazonas
A Cabeça do Cachorro com 200 quilômetros quadrados, duas fronteiras,23 etnias e quatro idiomas, é uma complexa área da selva amazônica.
A fronteira do Brasil com a Venezuela, em uma aréa 10 milhões de hectares, no extremo Oeste do Amazonas é conhecida como Cabeça do Cachorro. Na região,vivem cerca de 40 mil habitantes, 95% deles indigenas. Nessa aréa, a Força Aérea Brasileira está ampliando uma pista de pouso para melhorar a infraestrutura. O trabalho, no município de São Gabriel da Cachoeira tem o objetivo de resgatar a cidadania dos grupos indígenas e fortalecer as ações militares na fronteira do Brasil.
Cabeça do Cachorro, uma região do extremo noroeste do Brasil, tem esse nome por causa de sua forma no mapa. Com 200 quilômetros quadrados, duas fronteiras (Colômbia e Venezuela), 23 etnias e quatro idiomas, é uma complexa área da selva amazônica. Possui também, desde 23 de maio de 2005, uma unidade da Força Aérea Brasileira (FAB), o Destacamento de Aeronáutica de São Gabriel da Cachoeira (DASG).
Ao chegar a São Gabriel da Cachoeira (AM), a cidade mais importante da região, percebe-se um cenário é deslumbrante. Banhada pelo Rio Negro, São Gabriel, possui praias de branquíssimas areias. Com 40 mil habitantes, sede da Brigada de Infantaria de Selva, a cidade possui problemas de infraestrutura, comunicação e transporte.
Os limites desta região do noroeste do Amazonas foram demarcados em 1907 pelo Tratado de Bogotá, que estabeleceu as atuais fronteiras entre a Colômbia e o Brasil. O local possui várias áreas demarcadas em favor das comunidades indígenas existentes no local.

São Gabriel da Cachoeira
São Gabriel da Cachoeira é o município onde está a região chamada “Cabeça do Cachorro”. O município está distante 852 quilômetros da capital do estado, Manaus. São Gabriel situa-se na bacia do Alto Rio Negro. Limita-se ao norte com a Colômbia e a Venezuela, ao sul e ao leste com o município de Santa Isabel do Rio Negro, ao sul com o Japurá e com a Colômbia. Boa parte do seu território é abrangido pelo Parque Nacional do Pico da Neblina.
O município é considerado um ponto estratégico pelo país, e por essa razão a cidade é classificada como área de segurança nacional, pela lei federal nº 5.449. Foi o primeiro município brasileiro a escolher prefeito e vice-prefeito indígenas, já que em outubro de 2008, foram eleitos Pedro Garcia, da etnia tariana, para prefeito; e André Baniwa, da etnia Baniwa, para vice-prefeito. No município, nove de cada dez habitantes são comprovadamente indígenas. É o município com maior número de indígenas no país.
Portal da Amazônia/montedo.com
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