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Carolina Vicentin
A Argentina lembra, amanhã, os 30 anos do último conflito armado no qual o país esteve envolvido. Em 2 de abril de 1982, os primeiros soldados chegaram às Malvinas, com a ingrata missão de retomar o controle do arquipélago, nas mãos dos britânicos desde o século 19. Derrotados em 74 dias, os argentinos passaram a carregar uma cicatriz, que voltou a sangrar nos últimos meses. Em um imenso esforço diplomático, a presidente Cristina Kirchner tem aumentado a retórica para a retomada das discussões sobre a soberania das ilhas — o arquipélago esconde preciosas reservas de petróleo e de gás natural. O Reino Unido também recomeçou a batalha e fez questão de demonstrar que ainda é uma potência militar.
A última cartada do jogo veio dos argentinos, que acusaram os britânicos de terem enviado um submarino nuclear à região. O vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, rebateu as acusações, classificando-as de “sem fundamentos”. “Como meu colega da Argentina sabe, nós ratificamos o Protocolo da Zona Desnuclearizada”, afirmou Clegg, durante a 2ª Cúpula de Segurança Nuclear, em Seul, esta semana. “Verdade ou não, a mera possibilidade do envio de um submarino à região é um sinal claro do que os ingleses querem dizer: a Argentina não é páreo para o poderio militar do Reino Unido”, afirma Mark Jones, um estudioso de questões latino-americanas na Universidade de Rice, no Texas.
Correio Braziliense/montedo.com
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