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Na ausência de cientistas, faxina geral toma conta de arquipélago
Construção de píer impediu ida de pesquisadores a São Pedro e São Paulo.
Único imóvel passou por manutenção e pintura.
Eduardo Carvalho

Do Globo Natureza, no Arquipélago de São Pedro e São Paulo (o repórter viajou a convite da Marinha do Brasil)

Marinheiro pinta a fachada da Estação Científica São Pedro e São Paulo 
(Foto: Eduardo Carvalho/Globo Natureza)
Durante o mês de fevereiro, o arquipélago de São Pedro e São Paulo não recebeu cientistas devido à construção de um novo píer para embarque e desembarque de pessoas e equipamentos.
Segundo a gerência do Programa Arquipélago de São Pedro e São Paulo (Proarquipelago), o risco de ocorrer qualquer acidente com os pesquisadores na ilha seria alto, já que teriam que descer até os botes por meio das pedras, que são atingidas constantemente por fortes ondas do mar.
Até a segunda quinzena de março, o local ficará sob os cuidados dos militares que, desde a última terça-feira (29) iniciaram uma faxina geral no arquipélago (processo que na Marinha é chamado de baldeação geral).
Após a implantação do píer, os militares começaram a “despachar” para o Navio Balizador Comandante Manhães, que trouxe a expedição acompanhada pelo G1 até o meio do Oceano Atlântico, tudo aquilo que não é mais útil para a estação científica.
Para o “lixo”, vão desde refrigeradores não mais utilizados e geradores velhos – que poderão ser reaproveitados depois em outras missões da corporação. A manobra é arriscada, já que um guindaste manual erguia os materiais, que eram depositados em botes com a ajuda dos marinheiros.
Marinha usa guindaste manual para colocar em botes o material que não tem mais utilidade em São Pedro e São Paulo (Foto: Eduardo Carvalho/Globo Natureza)
“A ordem é não ter material excedente por aqui, porque é um ambiente científico e isso pode atrapalhar”, disse o capitão-tenente José Bento da Silveira Neto, um dos líderes da expedição a São Pedro e São Paulo.
G1/montedo.com
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