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Mudança de comando e de estratégia
Cristiana Lôbo
O Chefe do Comando Militar do Nordeste, general Odilson Sampaio Benzi, é o novo comandante da operação de cerco aos policiais militares grevistas que estão na Assembléia Legislativa da Bahia. A chegada dele a Salvador para essa missão, que estava sendo comandada pelo general Gonçalves Dias, ex-chefe da segurança do ex-presidente Lula, se dá num momento de mudança na estratégia de enfrentamento aos grevistas. A partir de agora, o grevista que sair o prédio da Assembléia para para ser medicado não poderá retornar e não serão mais oferecidos aos grevistas alimentos, água e medicamentos.
Na segunda e terça-feiras, a estratégia do governo foi a de buscar uma solução negociada com os grevistas. Foi aberta negociação mediada pelo bispo de Salvador, dom Murilo Krieger, mas os entendimentos esbarraram na resistência do governo estadual de aceitar suspender as punições aos líderes do movimento e daqueles que foram flagrados em manifestações portando armas. Os entendimentos não avançaram. Gonçalves Dias continua em Salvador.
O temor de que o movimento grevista se espalhe para outros Estados em troca da aprovação da chamada PEC 300, que fixa um piso salarial para os policiais militares, ajudou na mudança da estratégia. “O ordem agora é endurecer”, disse um dos envolvidos nas negociações, observando que não mais serão levados alimentos para os grevistas que estão ocupando a Assembléia Legislativa da Bahia.
Na terça-feira, dia em que fez aniversário, o general Gonçalves Dias recebeu um bolo dos grevistas. Ele havia autorizado levar almoço, água e medicamento para os grevistas. Quando os alimentos chegavam, um deles perguntou: “Alguém quer voltar para casa?” E a resposta foi um “Nããão”, coletivo.
G1/montedo.com
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