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Fiz uma varredura nos vídeos disponíveis no You Tube sobre a greve das polícias no Ceará e a atuação do Exército. A coisa está feia, muito feia.
Você lembra, as tropas estão atuando desde a véspera do Ano Novo, primeiramente, em função da greve da PM e, agora, pela greve da polícia civil.
A atuação da tropa nas ruas se mostrou eficaz na maior parte do tempo durante a greve da polícia militar, porém não serviu para impedir que Fortaleza vivesse um dia de pânico na terça-feira (3), devido a boatos de assaltos e arrastões que causaram um forte clima de temor entre a população.
Enquanto isso, os militares do Exército sofriam diversos achaques por parte dos grevistas, como o tenente-coronel que foi ‘implorar’ aos grevistas que liberassem viaturas para o patrulhamento e saiu, como se diz no Rio Grande, ‘corrido a pelegaços’.
Bueno, greve terminada, os PM cearenses conseguiram o que queriam, com o básico de um soldado passando a ser equivalente ao de um terceiro-sargento do Exército.
Ato contínuo iniciou-se uma greve na Polícia Civil que se estende até agora. Este movimento conta com um direcionamento muito mais agressivo e líderes dispostos a ver o circo pegar fogo.
Assistam esse vídeo, depois prosseguimos:
Contei quinze militares do Exército. Seria uma imbecilidade pensar que a ocupação de um espaço amplo como uma praça pública pudesse ser feita com um punhado de soldados e um mísero caminhão. É evidente que os militares estavam ali por outro motivo. Mas o fato rendeu fartas manchetes e repercussão na mídia cearense, que tratou de alimentar a hipótese de tentativa de confronto.
A partir de 1min41s você pode conferir um dos ‘grevistas’ de pistola em punho, Sei, ele parece bandido, mas é policial, ao menos é o que está escrito no colete. Na sequência (3min5s), uma voz feminina adverte o repórter de que existem crianças acampadas na praça. ‘Eu, inclusive, ‘tô’ com meu filho aqui’, diz ela. ‘Tem […] crianças que a gente deixou ali aquartelada (sic)’, continua. ‘Estamos com nossas famílias aqui, nossas crianças estão aqui’, diz a líder do movimento. Essa tática de usar mulheres e crianças a frente de ‘movimentos sociais’ à cata de confrontos e mártires é tão antiga quanto canalha. O MST faz isso desde sempre.
A partir dos 6minutos, quatro meninos são posicionados em frente às câmeras pelos policiais. Um deles puxa o coro, repetido pelas crianças: ‘Cid, ditador! A polícia já parou!’
A partir de 6min30s, chega o Coronel Medeiros, do comando da 10ª Região Militar, tentando conversar com os manifestantes e tendo que ouvir cobras e lagartos da turba agitada que o cercou. Depois de hesitar muito, acaba revelando que parentes da desembargadora que decretou a ilegalidade de ambas as greve, foram amarrados, amordaçados e torturados.
Aqui, o coronel Medeiros explica que os militares estavam no local para garantir a segurança da Central de Polícia, que fica em frente à praça:
Aqui, o registro de outra manifestação. Um policial faz um discurso enfático, denunciando a ‘volta da repressão e da ditadura’. E sobra para a ‘dona Dilma do PT’ que está ‘impondo o regime militar de volta nas ruas (sic) de Fortaleza.
Encerrando:
‘Por quê eles [o Exército] não estão atrás dos bandidos?’, questiona em certo momento uma líder grevista.
A pergunta que cabe é: quem é bandido no Ceará, cara pálida? Ou melhor, existem mocinhos na terra dos irmãos Gomes?
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