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Exército terá atuação emergencial para amenizar efeitos das chuvas no Rio e em MG
Ministério da Defesa tem R$ 32 milhões em crédito extraordinário para atuar na região
Adriana Caitano
Daniel Antunes/Hoje em Dia/AE – Alagamento em Governador Valadares, em Minas Gerais, nesta quinta-feira. Duas pessoas morreram e uma criança ficou ferida em um deslizamento de terra em Baguari, distrito de Governador Valadares, por volta das 5h30 de hoje
Em reunião com a presidente Dilma Rousseff na manhã desta sexta-feira (6), o ministro da Defesa, Celso Amorim, detalhou a atuação do Exército brasileiro para atenuar os efeitos das chuvas nos Estados de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. De acordo com o ministro, batalhões de engenharia vão ficar de prontidão para atender casos mais emergenciais, como a abertura de estradas interrompidas por deslizamentos de terra e enchentes.
Cerca de 5.000 homens do Exército estão mobilizados para atuar nas regiões mais críticas do Rio e de Minas. Batalhões de engenharia estão de prontidão para atender casos mais emergenciais, como a abertura de estradas interrompidas por deslizamentos de terra e enchentes.
Os grupos de trabalho estão preparados ainda para instalar pontes móveis metálicas que devem garantir a passagem de carros e caminhões pelos trechos atingidos. O Batalhão de Aviação do Exército, instalado em Taubaté, também pode ser acionado a qualquer momento. A unidade é a melhor equipada para atuar por vias aéreas, com helicópteros leves, médios e pesados.
Além disso, o ministério informa que, desde dezembro, todos os batalhões de estados em que há maior risco – Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Pernambuco e Alagoas – estão equipados com quatro kits enchente cada um. Neles constam materiais de auxílio, como barcos, instrumentos médicos e uniformes especiais. Os oficiais desses batalhões também receberam treinamento especial para atuar nos locais mais críticos.
Para ampliar a atuação em Minas e Rio de Janeiro, o Ministério da Defesa tem à disposição R$ 32 milhões em crédito extraordinário liberado pela presidente nesta semana, em decreto que destinou R$ 482 milhões às pastas envolvidas nas ações de prevenção e no abrandamento dos efeitos de desastres naturais.
A conversa entre Dilma e Amorim durou duas horas e marcou o retorno da presidente ao trabalho, após dez dias de férias. A chefe do Executivo antecipou o fim do descanso para acompanhar de perto as medidas do governo que visam a amenizar os estragos causados pelas chuvas no Sudeste.
No fim da tarde de quinta (5), ela se reuniu com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para tratar do mesmo assunto. Nesta sexta ela segue em despachos internos no Palácio do Alvorada, mas não há novas reuniões confirmadas.
R7/montedo.com
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