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Exército vai adotar fuzil desenvolvido no Brasil
Tipo substitui belga usado desde 1964
O sargento Fagner Henrique de Morais (esq.) segura o velho FAL, enquanto o sargento
 Eriberto Teixeira da Silva empunha o novíssimo IA2, ainda em fase de testes na selva

LUIS KAWAGUTI
O Exército começará em 2012 a substituir seus fuzis FAL pelo modelo IA2, desenvolvido e fabricado no Brasil. A nova arma deve também equipar a Marinha, a Aeronáutica e as polícias militar e civil, além de ser exportado.
O FAL, de fabricação belga, é usado desde 1964, e boa parte das cerca de 150 mil unidades está velha e defasada.
“Em vez de substituir [os fuzis] por outros FAL, seria melhor ter uma arma mais moderna”, disse o general Sinclair Mayer, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.
A opção mais barata seria comprar lotes de fuzis importados, como o americano AR-15 ou o russo Kalashnikov. Mas o Exército optou por desenvolver tecnologia própria, para não depender de suprimentos estrangeiros.

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A Indústria de Material Bélico do Brasil, que fabrica tanto o FAL como o IA2, não divulga o valor do novo fuzil. Só diz que ele terá preço competitivo. Segundo Mayer, a indústria tem capacidade para produzir até 30 mil fuzis por ano em sua fábrica em Minas, mas o ritmo da substituição dependerá da verba liberada pelo Ministério da Defesa.
FOLHA DE SÃO PAULO/tedo.common
Nota do editor:
Apesar do modelo ser de 1964, o FAL passou a ser usado pelo EB no início dos anos 1970.
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