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Investigação de morte de jovem no Alemão será acompanhada pela Justiça Militar
Procuradora vai se encontrar com o comandante da Força de Pacificação

Após a morte do jovem, amigos e familiares, protestam na porta do hospital
As investigações sobre a morte do menino Abraão da Silva Maximiliano, de 15 anos, durante um suposto confronto entre militares do Exército e traficantes no complexo de favelas da Penha, na zona norte do Rio, na noite da última segunda-feira (26) estão sendo companhadas pela Procuradoria de Justiça Militar.
Nesta sexta-feira (30), a procuradora Hevelize Jourdan Covas Pereira vai se encontrar, às 10h, com o general Otávio do Rêgo Barros, comandante da Força de Pacificação do Complexo do Alemão, na base operacional, para verificar o andamento das apurações.Ela também espera ouvir parentes e vizinhos do jovem, bem como testemunhas do confronto.
De acordo com o Comando Militar do Leste, os oito militares envolvidos foram afastados das ruas e vão responder a Inquérito Policial Militar. Segundo com o coronel Malbatan Leal, porta-voz da Força de Pacificação, os militares continuam a trabalhar na unidade no Alemão, porém, sem atuar na patrulha nas ruas. Os agentes da DH (Divisão de Homicídios) também investigam de onde partiu o tiro de fuzil que atingiu o jovem.
O Ministério Público Militar disponibilizou um telefone de atendimento ao cidadão para informações ou denúncias que possam colaborar com as investigações. O telefone é o 0800 021 7500. A ligação é gratuita.
Versões para a morte
De acordo com o Exército, durante patrulhamento na comunidade, três suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas tentaram fugir de uma abordagem e houve troca de tiros. No confronto, o adolescente teria sido ferido. Os criminosos conseguiram fugir.
Já os moradores da favela contam que o jovem estaria conversando na localidade da Caixa D’Água quando militares do Exército teriam atirado nele. O disparo teria sido feito com um fuzil e atingiu o menor de idade no peito.
Ainda segundo os moradores, o adolescente estaria com outros dois colegas, que também foram ameaçados.
R7/montedo.com
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