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Projeto prevê atendimento a soldados da borracha em hospitais militares
Salú Parente
Em tramitação na Câmara, o Projeto de Lei 1997/11, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), assegura aos chamados soldados da borracha direito a atendimento nos serviços de saúde das Forças Armadas.
Conforme explica Nazif, durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1943 e 1945, o governo brasileiro recrutou mais de 50 mil trabalhadores para extrair látex na Amazônia. O objetivo era fornecer o produto aos Estados Unidos, para suprir as necessidades do Exército americano.
Segundo o deputado, o Estado prometeu a esses trabalhadores assistência médica, acomodação e alimentação. “Promessas que nunca se cumpriram”, sustenta.
Malária e febre amarela
O deputado relata que, “sem médicos ou hospitais, milhares de soldados da borracha morreram de malária, hepatite ou febre amarela, ou foram vitimados por ataques de animais”.
De acordo com Nazif, do grupo inicial, sobreviveram cerca de 8,3 mil homens e 6,5 mil viúvas. A principal dificuldade que enfrentam, conforme diz, é a falta de atendimento de saúde.
O parlamentar ressalta ainda que a medida “não causará prejuízo ao sistema de saúde das Forças Armadas, uma vez que beneficia unicamente o ‘soldado da borracha’, e, não, seus familiares ou dependentes”.
Tramitação
Em caráter conclusivo, o projeto foi encaminhado para análise das comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Agência Câmara/montedo.com

Comento:
É uma vergonha que, num país onde tantos se locupletam com tanto dinheiro público, estes cidadãos brasileiros, que um dia foram levados para os confins da Amazônia no esforço de guerra e depois abandonados pelo governo, tenha que ficar mendigando benefícios. Qualquer nação que tivesse orgulho de sua história os trataria como heróis, não como párias.

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