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MS centraliza o comando de ofensiva militar

THIAGO GOMES
Foto: Divulgação
Comando conjunto está instalado em Campo Grande
As Forças Armadas deflagraram ontem a Operação Ágata III, destinada a combater o tráfico de drogas, de armas e de pessoas, além dos ilícitos ambientais e fiscais, como o contrabando e o descaminho, crimes comuns nas regiões de fronteira.
Tendo desta vez o seu comando conjunto instalado em Campo Grande, a ofensiva militar, que reúne o Exército, Marinha e Aeronáutica, dará especial atenção ao patrulhamento aéreo, marítimo e terrestre junto às fronteiras, principalmente ao longo de mais de seis mil quilômetros da fronteira com a Bolívia e Peru. A faixa principal de atuação vai de Baía Negra, no Mato Grosso do Sul, até Tabatinga, no Amazonas.
A assessoria do Comando Militar do Oeste (CMO) informou que na manhã de hoje os comandantes na Ágata III vão conceder entrevista à impresa, quando fornecerão mais detalhes sobre o trabalho.
A posição privilegiada de Campo Grande no cenário da operação foi decisiva para a sua escolha como sede da Ágata III. “A Base tem posição estratégica para a Força e para o Brasil, por estar próxima à região dessa tríplice fronteira que é o alvo da Operação Ágata III”, lembrou o comandante da Base Aérea da Capital, coronel aviador John Kenedy Greiffo da Justa Menescal.
Na unidade de Campo Grande, por exemplo, estão sediados um Esquadrão de Transporte, Onça (1/15 GAv); um de Busca e Resgate, o Pelicano (2/10 Gav); um de Caça que cumpre missões de vigilância aérea, o Flecha (3/3 Gav); e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (Para-Sar).
EXERCÍCIO
De acordo com informações, durante a operação haverá intenso patrulhamento naval na calha dos rios, bloqueio e controle de estradas, fiscalização de aeroportos e aeródromos, interdição de pistas de pouso clandestinas, bem como interceptação de aeronaves suspeitas.
Coordenada pelo Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, a Operação Ágata III também deverá incluir ações cívico-sociais que levarão assistência médica e odontológica à população carente. Ainda não há data definida para o término da ação militar.
Ontem, primeiro dia da operação, a movimentação de helicópteros, caças, aviões de transporte e de reconhecimento da Força Aérea foi intensa na Base Aérea de Porto Velho. São aproximadamente 50 aeronaves e perto de 3,5 mil militares de várias unidades da FAB do País.
Equipes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além da Receita Federal, Ibama, Anac, Secretaria Nacional de Segurança Pública e a Força Nacional de Segurança Pública também estão envolvidas na operação.

CORREIO DO ESTADO/montedo.com

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