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Nota do Editor:
Gente, a notícia foge um pouco da linha geral do blog, mas o absurdo é tão grande que resolvi postá-la aqui. Por favor, leiam com atenção e tirem suas conclusões. 

AL: Justiça absolve, por clemência, ex-chefe da Gangue Fardada
ODILON RIOS
Por quatro votos a três, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante foi absolvido, por clemência, pelo assassinato do cabo da Polícia Militar José Gonçalves, morto em um posto de gasolina, em maio de 1996, em julgamento realizado nessa terça-feira, em Maceió, Alagoas.
O crime, conforme o processo, foi um “consórcio de deputados” formado pelo vice-presidente da Assembleia, deputado Antônio Albuquerque (PT do B), o deputado João Beltrão (PRTB) e o ex-deputado federal Francisco Tenório (PMN)- preso pelo crime.
Mesmo absolvido, Cavalcante responde a mais de dez crimes, e por isso continua preso. Manoel Francisco Cavalcante foi chefe da Gangue Fardada – organização paramilitar que matava desafetos de usineiros e políticos de Alagoas na década de 1990. No caso do cabo Gonçalves, ele foi morto por se recusar a matar um desafeto do deputado João Beltrão.
Gonçalves foi emboscado em um posto de gasolina na Via Expressa e assassinado. Um dia depois do crime, no velório, Cavalcante invadiu a casa da família de Gonçalves. Estava bêbado e chegou a sacudir o corpo no caixão.
“Eu o perdoo pelo que fez, mas foi muito doloroso ver a casa comprada por meus pais para que os filhos pudessem estudar em Maceió ter sido invadida por você e homens armados no dia do velório do Salvinho”, disse a irmã do cabo Gonçalves, Ana Maria, em depoimento, durante o julgamento.
“Só fui até a casa dele porque havia bebido muito na festa pela comemoração do crime. Mas peço novamente desculpas”, disse Cavalcante. A “comemoração” em questão era o assassinato de José Gonçalves e aconteceu na fazenda do vice-presidente da Assembleia, Antônio Albuquerque, na cidade de Limoeiro de Anadia, no interior de Alagoas.
A defesa do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante pediu “clemência” e “perdão judicial” a Cavalcante e ao irmão dele, Marcos, pelo assassinato. O advogado João Uchôa alega que o ex-militar sempre colaborou nas investigações e permaneceu 14 anos preso.
A decisão do Tribunal do Júri foi de primeiro grau, e cabe recurso. Mesmo integrante da gangue de assassinos, os jurados entendem que Cavalcante devia ser absolvido, por entender que a família da vítima o perdoou e ele está colaborando para elucidar outros crimes.
Uchôa chegou a perguntar ao júri: “quem de vocês seria capaz de denunciar João Beltrão ou Francisco Tenório?”. Já sobre o irmão Marcos, o advogado alega que ele “é pai de família e está trabalhando”.
O promotor Flávio Gomes rejeitou os argumentos da defesa. “O perdão judicial só é dado a quem for réu primário, e Cavalcante não se enquadra nesse perfil”. “Todos os envolvidos neste crime eram parlamentares e militares, isto é uma vergonha para Alagoas”, disse o promotor.
“Na época o ex-coronel era um representante da polícia, e deveria ter se recusado a participar, mas ainda pediu que seu irmão fosse participar. Eu só tenho uma certeza da minha vida, que Deus permitiu que tudo isso acontecesse aqui, pois nada fica oculto, e isso é Bíblico”, disse o promotor.
“Fazer a justiça se cumprir, serve para dizer que Alagoas não é terra de marechais e nem de coronéis. Queremos um Estado melhor”, acrescentou o promotor, sem, no entanto, conseguir convencer a maioria dos jurados.
TERRA

Comento:
Esse disparate me deixou sem palavras;
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