Militar é acusado de atirar e provocar fratura exposta em moradora do Alemão
Sargento da Força de Pacificação fez disparos de bala de borracha contra o pé da vítima. Ele foi denunciado à Justiça Militar
Um sargento do Exército da Força de Pacificação que atua nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, foi denunciado na semana passada à Justiça Militar por lesão corporal. Ele é acusado de ter feito um disparo de bala de borracha que provocou fratura exposta no pé de uma moradora do Alemão.
Segundo o Ministério Público Militar, o fato ocorreu no dia 12 de março, na favela da Fazendinha, no Alemão. De acordo com a denúncia, o militar abordou um suspeito que estaria “portando volume não identificado na altura da cintura”. O homem, entretanto, não concordou em ser revistado e teria feito ameaças de morte ao militar.
Em reação, o sargento teria empurrado o agressor contra a parede, decretando voz de prisão. O homem continuou resistindo, desta vez mais rispidamente. Empurrou o militar e iniciou uma briga. Neste momento, uma sobrinha do agressor envolveu-se na confusão. Para afastá-la, o sargento fez uso do spray de pimenta.
Além disso, o militar, infringindo as normas de utilização de seu equipamento, efetuou um disparo de bala de borracha contra o pé de uma parente do suspeito. Por estar a uma distância muito curta (inferior à determinação mínima de 20 metros), a intensidade do disparo fez com que a mulher sofresse uma fratura exposta no membro.
Pela falha, o sargento pode ser condenado de três meses a oito anos de reclusão, a depender do grau de comprometimento que a lesão acarretará à vítima.
iG
Comento:
Estava demorando. Pela descrição dos fatos, o militar, depois de ser ameaçado de morte, estava levando uma ‘coça’ das parentes do agressor e reagiu. Por não ter seguido as normas, foi indiciado pelos doutos do MPM. Vejam que, no texto, a agressora vira vítima. E o sargento vai ter sua carreira prejudicada por uma família de arruaceiros.
Está mais do que na hora do Exército dar o fora dos morros cariocas. E Cabral e Eduardo Paes que se virem nas eleições do ano que vem.
Respostas de 3
Já passou da hora do Exército sair do conjunto de favelas do complexo do alemão, a força terrestre não tem treinamento policial adequado para esse tipo de trabalho e ainda que estejam fazendo um bom trabalho, a instituição deveria forçar a sua saída daquele local para que não venha a ter a sua imagem denegrida por alguns moradores ligado a narcotraficantes que tentarão de tudo para desmoralizar o trabalho sério desta centenária Força Armada.
Deixem que o Sr Cabral(Argh) se vire para colocar as UPPs( ou milícia do Estado ?) naquele conjunto de favelas.
Coloca o BOPE em definitivo lá eles não são a última bolacha do pacote ???
Se o MPM apresentou denúncia deveria ser contra os agressores do Sgt, e não o contrário! Ridículo!
Atualmente vemos um emprego deturpado das forças terrestres e em especial do Exército. Ser instruído para o combate no sentido literal da palavra é o que aprendemos dentro da Força. Porém, em que somos empregados – segurança e ocupação de morros (favelas) do Rio de Janeiro (missão dos Órgãos de Segurança Pública Estadual), contagem de determinados veículos que transitam em nossas estradas deploráveis (missão do DNIT ou IBGE), verificação de entrada de animais com doenças oriundos de outros países como no caso do rebanho bovino e o controle da febre aftosa vindo do Paraguai (missão do ministério da agricultura), controle de entrada e saída de veículos na fronteira através de pontos de bloqueio para evitar envio de drogas ao nosso país(missão da Polícia Federal), ou seja, somos empregados nas mais variadas espécies de missões e será que temos preparo para isso? E quando um militar age como o sargento da reportagem agiu quem tem que nos proteger será que olha por nós?
A atitude tomada pelo militar no meu ponto de vista está correta, ele simplesmente se protegeu de ter sua integridade física colocada em risco. No entanto, o que se tem como resposta "uma denúncia" impetrada pelo MPM.
Será que os nossos comandantes em que confiamos não veem o que está acontecendo e não intercedam no sentido de dar o verdadeiro emprego às Forças Armadas.