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A BORDO DO SÃO PAULO
QUATRO INCÊNDIOS NO PORTA-AVIÕES
Foto: Site Área Militar
Novo acidente interno no porta-aviões São Paulo está tirando o sono de familiares dos militares a bordo. “Pior que ele ocorre para piorar um clima interno que já não está bom há muito tempo”, conta militar ouvido pela Coluna. 
O acidente aconteceu quando o São Paulo estava em uma nova etapa de adestramentos e preparação do porta-aviões para voltar à ativa. A embarcação suspendeu âncora segunda-feira passada com previsão de retorno para a tarde de ontem. Na quarta-feira de manhã, porém já estava de volta. 
“Saímos dia 15 (segunda-feira) e no mesmo dia aconteceu o primeiro incêndio na caldeira. No dia seguinte, outro incêndio ocorreu na chaminé. Na quarta, ficamos sabendo através de pessoas que trabalham diretamente nas máquinas que outros dois incêndios aconteceram, mas não foram divulgados à tripulação”, relata um militar que estava embarcado na missão dessa semana. Versão repetida à Coluna por outros dois militares e um familiar.
Os incidentes apavoram a tripulação do porta-aviões São Paulo porque trazem à memória o trágico acidente ocorrido em maio de 2005, quando vazamento de vapor causou a morte de um terceiro-sargento e feriu dez militares. Desde então a embarcação passa por reparos. O local do vazamento de vapor, a catapulta responsável pelo lançamento das aeronaves, foi totalmente reparado, mas, como dizem os militares, outros setores ainda requerem maior atenção.
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JORNADA PESADA
Militar ouvido pela Coluna se queixa ainda de uma exposição adicional ao risco. “Toda vez que o navio tenta sair, temos que estar até meia noite do dia anterior a bordo. Isso ocorre apesar de todo o perigo que é atravessar o Rio de Janeiro de noite”, reclama.
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FAMILIARES COM MEDO
“Mesmo depois do acidente de 2005 e dos R$ 80 milhões gastos com a reforma continuamos em cima de uma bomba relógio. Toda saída do navio vira uma preocupação para nossos familiares. Alguns sabem o perigo representado para todos nós”, conta um outro militar.
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48 ANOS DE IDADE
Construído em 1963, o porta-aviões São Paulo tem 48 anos. O navio substituiu o Minas Gerais, que foi arrematado em 2002 por uma empresa chinesa de eventos e navegação. Com a venda do Minas Gerais, a Marinha arrecadou US$ 2 milhões.
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MAIS QUEIXAS
Nas conversas com militares do São Paulo, a Coluna ouviu ainda que praças embarcados com mais de 10 anos estão impedidos de desembarcar e que o pessoal a bordo ficou sem licença-pagamento este mês e impedido de tirar licenças.
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PALAVRA OFICIAL
A Coluna enviou à Marinha há duas semanas as primeiras informações sobre o porta-aviões São Paulo. Nesta semana, abordou os quatro incêndios. A Força ficou de responder, mas a reposta oficial não chegou até o fechamento.
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