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General diz que Celso Amorim é história negra da diplomacia brasileira
Depois da publicação de um artigo com críticas ao ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, no site da Academia Brasileira de Defesa, o General-de-Exército reformado Luiz Gonzaga Schroeder Lessa relata ter recebido mensagens de apoio de militares da ativa e da reserva, solidários com a tese de que o demitido “já vai tarde”.
Ex-presidente do Clube Miliar, o general esclarece, em entrevista a Terra Magazine, a motivação do duro retrato de Jobim, criticado em sua “psicótica necessidade de se fantasiar de militar”.
O ex-ministro da Defesa foi substituído no cargo por causa de declarações polêmicas à revista “Piauí”, desagradáveis para as colegas de ministério Ideli Salvatti (“fraquinha”) e Gleisi Hoffmann (“nem conhece Brasília”). Após a queda de Jobim, o ex-chanceler Celso Amorim assumiu a Defesa. E já desagrada ao general reformado, por seus atos no ministério das Relações Exteriores do governo Lula:Celso Amorim recebe os cumprimentos da presidente Dilma Rousseff
“Na minha opinião, causa apreensão. Porque o passado do ministro Amorim, na área diplomática, foi um passado triste para a diplomacia brasileira. É uma história negra da diplomacia brasileira (…) Além do mais, na época do ministro Amorim, ele deixou passar um ato que eu considero um crime de lesa-pátria. Ele deixou ser aprovada na ONU (Organização das Nações Unidas) a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, que afronta a soberania brasileira”.
Lessa avalia que Nelson Jobim tentou “usurpar” o comando supremo das Forças Armadas, atribuído constitucionalmente ao presidente da República. Dilma, analisa o general, reverteu essa tentativa, demitindo-o. “Desde o primeiro momento, ela está tendo uma postura de comandante. O que os militares desejam é isso. Postura de comandante. Pela Constituição, quem é o comandante das Forças Armadas é o presidente da República ou a presidente da República. Ela tem exercido esta função com muita competência e não tem aberto mão dela como o Lula fazia (…) O Jobim, mais de uma vez, quis quase que usurpar essa função. Não é dele!”, enfatizou.

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Além de enfatizar que “fala por si mesmo”, e não por militares das três armas, Luiz Gonzaga Schroeder Lessa prefere não listar casos de humilhação contra oficiais, que teriam sido praticados pelo ex-ministro. Na contra-corrente, contesta as análises de que Jobim conquistou aceitação militar e acalmou as Forças Armadas nos últimos anos.
“Eu me surpreendo e até me preocupo de ver um grande número de companheiros e camaradas, da ativa e da reserva, me mandando mensagens sobre esse senhor. Isso mostra que, supostamente, ele não tinha essa aceitação que a imprensa fala. Todos nós sabemos disso. Ninguém gosta de ver um ministro bazofiando, só falando bazófia e mais nada”, afirmou.
Na noite desta terça-feira (16), o ministério da Defesa foi procurado, por e-mail e telefone, para comentar as críticas a Celso Amorim, mas ainda não se pronunciou.
TERRA
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