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Voar é prazer, como militar ou civil’, diz coronel empregado por aérea
Na busca por profissionais, empresas contratam oficiais da reserva da FAB.
Especializado em segurança na aviação, coronel é piloto desde os 18 anos.

Tahiane Stochero
Bieniek e outros nove coronéis da reserva da
Força Aérea foram contratados em 2010 por
empresa (Foto: Arquivo Pessoal)
“Voar é um prazer, acima de tudo. Primeiro, como militar, atuando na segurança do Brasil. Agora, como civil, contribuindo para o crescimento do país e transportando pessoas”.
A frase é do coronel da reserva João Carlos Bieniek, que após 30 anos na Força Aérea Brasileira (FAB) foi contratado em 2010, assim como mais outros 9 coronéis, para pilotar aeronaves numa empresa aérea.
Hoje com 46 anos, Bieniek ingressou na Academia de Força Aérea (AFA) em Pirassununga, São Paulo, quando tinha 18 anos. Desde então, a aviação se tornou uma paixão. “Voando, sinto enorme satisfação de estar operando uma máquina complexa, um prazer de estar dominando-a e controlando-a”, afirma.
“A aviação é essencial para o desenvolvimento do país. Atualmente, aeroporto para uma cidade não é mais luxo, é uma necessidade para que ela possa crescer”, acredita o oficial.
Após ser instrutor de cadetes em formação na AFA, operando aviões Bandeirante e T-27 Tucano, Bieniek atuou nos modelos Embraer 145, 170 e 190, usados no transporte de passageiros brasileiros pela Trip, Azul e Passaredo, entre outras companhias.
“Eu já havia completado o tempo necessário para passar para a reserva, com 30 anos de serviço na FAB. Optei então por continuar na minha área, porque é muito bom poder produzir na aviação, o que sempre gostei de fazer”, afirma.
Como oficial na Aeronáutica, ele se especializou em prevenção e investigação de acidentes. Atuou no antigo Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão que controlava o sistema aéreo antes da criação da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), onde também trabalhou.
Para oficial da FAB, segurança na aviação é fundamental (Foto: EJ Escola de Aviação/Divulgação)
Foi chefe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) no Recife, comandando apurações sobre tragédias com aeronaves no Nordeste brasileiro.
“Segurança no sistema aéreo é fundamental e todas as companhias estão implantando um programa de gerenciamento operacional. Estou comandando este processo aqui na Passaredo”, afirma o coronel, que acredita que militares estão sendo empregados na aviação civil devido à experiência e à formação que possuem.
“A aviação tem grande potencial de crescer ainda mais no Brasil, mas é preciso um investimento maciço na infraestrutura aeroportuária, na construção de novos aeroportos e terminais. Nos últimos 10 anos, o número de passageiros transportados cresceu muito, mas a construção em termos de infraestrutura não se expandiu para todo o país e nem na mesma velocidade”, acredita.
A Passaredo diz ter contratado oficiais da FAB por ter sido necessário encontrar pilotos com as experiências que eles possuíam. A empresa aérea Azul também confirmou ao G1 ter empregado recentemente comandantes militares da reserva.
A FAB não informou o número de oficiais aviadores de carreira que passaram para a reserva nos últimos anos. Entre 2007 e 2009, porém, 50 oficiais temporários pediram baixa na tropa, segundo a Aeronáutica.
G1
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