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Exército vigia área militar que virou passagem do contrabando em MS

Militares estão construindo alambrado para cercar área militar em Corumbá.Enquanto cerca não fica pronta, segurança é feita por soldados.

Venceu nesta quinta-feira (30) o prazo que o Exército estipulou para cercar, em Corumbá, a 444 quilômetros de Mato Grosso do Sul, uma área militar que acabou virando passagem do contrabando, do tráfico de drogas e de armas, na fronteira com a Bolívia. As trilhas clandestinas, antes usadas pelos criminosos, agora, estão sob vigilância constante.
Foram instalados 170 postes em uma extensão de 300 metros. Agora, os militares fazem a construção do alicerce. A previsão era de que a obra fosse concluída nesta quinta-feira, mas os trabalhos devem continuar durante pelo menos mais uma semana. Um alambrado será colocado no local.
O Exército também vai instalar placas indicando que a área é militar e que a passagem de pedestres é proibida.
“Os avisos visam a questão educativa. E fazer com que o cidadão respeite essa determinação. Conforme a situação e conforme o caso, nós teremos a possibilidade de encaminhar para a Receita Federal e para a Polícia Federal”, explica o comandante do 17º Batalhão de Fronteira, tenente-coronel Marcelo Dutra.
Enquanto o alambrado não fica pronto, as trilhas abertas clandestinamente, dentro da área militar, estão sendo monitoradas pelo Exército. Galhos foram colocados no local para impedir a passagem de pessoas. Além disso, a base de instrução militar, instalada na área e que estava sem operação, foi reativada.
Para garantir a presença do Exército durante 24 horas por dia na região, 15 militares foram deslocados para a área de fronteira. Além de cumprir expediente, eles residem no local com as famílias. Esses homens são responsáveis por uma área de quinhentos hectares.
A utilização das trilhas clandestinas por contrabandistas foi denunciada pela TV Morena em dezembro do ano passado. No fim de maio, o problema também foi mostrado em uma reportagem da série fronteiras do Jornal Nacional. O repórter César Tralli atravessou a fronteira do Brasil coma Bolívia carregando três quilos de açúcar por uma das passagens, sem passar pela fiscalização.
TV MORENA/G1
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