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Pelo menos dois mil projéteis de armamento de grosso calibre desapareceram no último dia 22, véspera do feriado de Corpus Christi, do Batalhão Escola de Comunicações, na Avenida Duque de Caxias, na Vila Militar. Alguns soldados da unidade estão, desde a semana passada, aquartelados por causa do furto do material. O setor de Comunicação Social do Exército confirmou na quarta-feira o desvio.
O Exército, entretanto, não informou que tipo de munição foi desviada do batalhão. Segundo a corporação, a falta do material foi notada na última segunda-feira. O fato está sendo apurado por inquérito policial-militar (IPM), instaurado pelo comando do Exército.
O Batalhão Escola de Comunicações é o responsável por realizar a segurança da área de sua jurisdição e instalar, explorar e manter o sistema de comunicações do Comando Militar do Leste, da 1ª Divisão de Exército, do Grupamento de Unidades Escola e da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada.
O Rio tem histórico de roubo de armas e munições de quartéis. Em 3 de março de 2006, dez fuzis e uma pistola foram roubados da Central de Transportes (ECT) do Exército, em São Cristóvão. Os armamentos foram recuperados 11 dias depois, em um matagal da Favela da Rocinha, em São Conrado. A ação mobilizou 300 homens. Na época foram feitas diversas operações em morros da cidade.
Um ano depois do roubo, o juiz Marco Aurélio Petra de Mello, da 4ª Auditoria da Justiça Militar, condenou a nove anos de prisão os ex-militares Joelson Basílio da Silva e Carlos Leandro de Souza, ambos de 22 anos. Além deles, Alex Souza Marinho, que está foragido, também foi condenado, a uma pena de oito anos de prisão. Quatro militares, que estavam de plantão na unidade no momento da ação, foram inocentados. O Ministério Público Militar recorreu da decisão.
Em dezembro de 2007, o Centro de Inteligência do Exército (CIE) investigou a suposta relação entre o assassinato do soldado José Gerôncio da Silva, de 21 anos, em Engenheiro Pedreira, distrito de Japeri, na Baixada Fluminense, com o desvio de nove mil balas 7,62, para fuzil automático leve (FAL), do Depósito Central de Munições (DCmun), em Paracambi. Dois soldados foram presos por suspeita de envolvimento no furto da munição.
Bandidos invadiram quartel em Deodoro ano passado
No dia 12 de dezembro do ano passado, dois bandidos armados balearam o soldado do Exército David Soares de Almeida, 19 anos, que estava de serviço numa guarita do 26º Batalhão Paraquedista na Vila Militar, em Deodoro. O militar percebeu a entrada dos criminosos na área externa do quartel e tentou rendê-los. Armado de pistola, um dos criminosos exigiu que o sentinela lhe entregasse seu fuzil calibre 7,62. David reagiu e houve confronto. Alguns tiros pegaram na proteção do abrigo. Outros tiros ou estilhaços atingiram David, que foi socorrido e levado para o Hospital Central do Exército (HCE), em Benfica.
O GLOBO
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