CONSELHO DE ÉTICA REJEITA PROCESSO CONTRA BOLSONARO POR BATE BOCA COM SENADORA

Conselho de Ética rejeita processo contra deputado BolsonaroPrincipal argumento foi o direito de expressão dos parlamentares.Representação foi apresentada pelo PSOL e pedia cassação de Bolsonaro  

  O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar rejeitou o processo disciplinar contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Os deputados votaram contra o parecer prévio do relator, deputado Sérgio Brito (PSC-BA),que defendia a admissibilidade do processo. Foram dez votos contrários ao relatório, sete a favor e cinco ausências, segundo a Agência Câmara.
A representação, do PSOL, pedia a cassação do mandato de Bolsonaro em razão de declarações do parlamentar em um programa de televisão. No programa, ao ser perguntado pela cantora Preta Gil sobre como reagiria se o filho namorasse uma mulher negra, afirmou que não discutiria “promiscuidade”. O PSOL também queria cassar Bolsonaro por um bate-boca com a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), depois que o deputado tentou exibir para as câmaras um folheto “antigay” durante entrevista da senadora Marta Suplicy (PT-SP).
Durante a reunião do Conselho de Ética, o relator defendeu a continuidade do processo, ao justificar que o caso estava apto a ser investigado.
Em sua defesa, Bolsonaro respondeu ter certeza de que seria absolvido e que tinha “asco de ser processado por uma questão como essa”.
Ao rejeitarem o parecer, os deputados argumentam com o direito de expressão dos parlamentares.
O deputado Vilson Covatti (PP-RS) disse que o conselho pode “concordar ou não com as ideias de um parlamentar, mas tem que respeitá-las, porque ele foi trazido aqui [ao Congresso] por essas ideias”.
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou que “acima do Código de Ética vem a Constituição, que diz que os parlamentares são invioláveis, civil e penalmente, por opiniões, palavras e votos.”
“Um partido que defende o kit gay não tem condição de representar ninguém”, disse, em referência ao PSOL.

Programa

No programa “CQC”, da TV Bandeirantes, exibido no fim de março, Bolsonaro afirmou que não discutiria “promiscuidade” ao ser questionado pela cantora Preta Gil, sobre como reagiria caso o filho namorasse uma mulher negra.A pergunta, previamente gravada, foi apresentada no quadro do programa intitulado “O povo quer saber”: “Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?” Bolsonaro respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu.”“O que eu entendi ali da Preta Gil, por Deus que está no céu, era como eu reagiria no caso do meu filho tivesse um relacionamento com um gay. Foi isso que eu entendi”, explicou o deputado, em entrevista no Palácio do Planalto.
Bate-boca com senadora

Em maio, durante análise sobre projeto que prevê punições para discriminação de homossexuais, Bolsonaro tentou exibir um panfleto “antigay” atrás da senadora Marta Suplicy (PT-SP) durante a entrevista que a parlamentar, relatora da matéria, concedia no corredor das comissões do Senado.A atitude de Bolsonaro irritou a senadora Marinor Brito, que iniciou a confusão dando um tapa nas mãos do deputado do PP, na tentativa de arrancar o panfleto exibido por ele.“Tira isso daqui, rapaz. Me respeita!”, advertiu Marinor, batendo no panfleto de Bolsonaro. “Bata no meu aqui. Vai me bater?”, respondeu Bolsonaro. “Eu bato! Vai me bater?”, rebateu Marinor. “Depois dizem que não tem homofóbico aqui. Tu és homofóbico. Tu deveria ir pra cadeia! Tu deveria ir pra cadeia! Tira isso daqui. Homofóbico, criminoso, criminoso, tira isso daqui, respeita!”, prosseguiu a senadora do PSOL..Comissão da VerdadeAo entrar no plenário da Câmara em que acontecia audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias para debater a Comissão Nacional da Verdade, Bolsonaro ouviu gritos de parentes de desaparecidos que participam da reunião, de acordo com a Agência Câmara.Ele, que defende o regime militar, ouviu gritos de “canalha”, “torturador”, “o erro foi vocês não terem matado todos”.Havia cerca de 100 parentes de desaparecidos políticos no local e, depois de passar aproximadamente dez minutos em pé, entre os participantes, e em silêncio, Bolsonaro deixou a sala, segundo a Agência Câmara.A Comissão de Direitos Humanos e Minorias realizou audiência pública para debater projeto de lei do Executivo que institui a Comissão Nacional da Verdade. A proposta é que ela seja criada para esclarecer casos de violação de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988.G1

Respostas de 2

  1. Bolsonaro já está no seu 4º mandato legislativo, consegue a maioria dos seus votos junto aos militares – principalmente os mais velhos, pois os mais jovens não se iludem com seus discursos destemperados – e até agora não criou UMA LEI sequer em favor dos MILITARES, quem duvidar basta pesquisar no próprio site do ilustre DEPUTADO. Ele fez sim, várias PROPOSIÇÕES (muitas sobre tolices diversas) que não tem o condão de ser caracterizada como PRODUÇÃO LEGISLATIVA para alguém que já está no 4º mandato. Alguns até que gostam quando ele faz os seus discursos destemperados, radicais e caricatos sobre temas polêmicos, inclusive no passado remoto disse que o Presidente FHC merecia ser fuzilado… Vejam até onde foi o seu descontrole! Caros militares, como permitir que um sujeito como esse, com o "filme queimadíssimo", que não tem prestígio nenhum junto ao Min. da Defesa, menos ainda junto aos Comandantes de Força, seja nosso representante? Será que é o caso de ainda mantê-lo como pseudo-representante dos militares ? Alguém que só passa impressões negativas sobre a classe militar ?Se fosse político vc gostaria de ficar próximo, vincular a sua imagem a um sujeito como esse, um tremendo queima- filme ? Ele é responsável por criar uma imagem negativa do militar (agressividade, destemperamento, desrespeito, intolerância, rudeza etc)junto à opinião pública e à imprensa, que não condiz com o perfil da grande maioria dos militares da atualidade, de outrora talvez! Repito, talvez! Lembro que no estado em que se encontra atualmente a sociedade qualquer característica que leve à mínima lembrança da época da DITADURA será rejeitada e, basicamente, é isso que ele faz o tempo todo! Felizmente ou infelizmente, hoje as regras do jogo são outras, ninguém vê com bons olhos um legislador ex-militar da ativa que tenha atitudes que façam menção positiva a um período que os atuais detentores do Poder tratam com desconforto. Ele tem que entender que lá (Câmara e Congresso) ele é minoria, logo tem que ser dissimulado, maquiavélico para conseguir atingir seus objetivos, bater de frente não adiantará! Sinceridade no ambiente em que ele "trabalha" não trás conquistas, não faz projeto de lei ser aprovado. Ou convencemos o citado Deputado a mudar sua "estratégia" de conduta ou então devemos dar a chance para outros candidatos militares nas próximas eleições, deixar como está não é prudente !

    Celso

  2. Anônimo, no próximo mês faço 55 aos de idade e só tenho boas lembranças da época da ditadura. Infelizmente só passam uma parte da história e o povo não se preocupa em ler e nem ver vídeos que hoje estão à disposição de qualquer um. A área de educação por exemplo era outro nível. Posso afirmar para qualquer um, pois prestei concurso de nível 2º grau com o antigo ginasial, corri e fiz o supletivo para tomar posse. Só se andava pelas ruas após as 23:00 horas, se tivesse carteirinha escolar ou carteira de trabalho. Com 16 anos ganhava como um adulto, não era proibido trabalho aos menores. Só tem medo de "Militares", os que agem errado. Infelizmente, a doutrina empregada na atualidade de verdadeira lavagem cerebral, não permite a pesquisa de modo civilizado em que vivíamos. O Estado atual favorece os que se mantêm no poder e pregavam a doutrina do proletariado. Enfim, ao invés de progredimos estamos sendo lançado na miséria. Se não fosse trágico, seria cômico: queriam entrar no poder através de uma luta armada e acabaram fazendo o aparelhamento do Estado à favor dos próprios interesses. Os cidadãos de bem, aguardam uma Intervenção Militar.

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