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“As Forças Armadas sempre agiram na legalidade”

Para o coronel Pinto Sampaio, comandante do 59º BIMTz, o Exército hoje é uma instituição que ajuda na formação pessoal dos jovens, tornando-os adultos maduros para viver em sociedade


FÁTIMA ALMEIDA

Tenente-coronel Pinto Sampaio, comandante do 59º BIMtz(Maceió) – Foto: José Feitosa
Aos 43 anos de idade, o tenente-coronel do Exército Frederico Pinto Sampaio vive o desafio de comandar a tropa do 59° Batalhão de Infantaria Motorizado (59° BIMTz), cargo que assumiu há pouco mais de quatro meses, em substituição ao irmão mais velho, Cristiano Pinto Sampaio. Em frente à tropa, que responde ao seu brado com vigor, ele emprega no dia a dia o refrão que aprendeu na formação militar e que ensina aos seus comandados. “Não perguntem do que somos capazes. Dê-nos a missão”. E a missão que lhe foi confiada poderia até assustar uma pessoa na sua idade, mas não alguém que, como ele, cresceu num ambiente militar – na família e na escola – e ingressou na Academia aos 16 anos, seguindo o exemplo do pai, o coronel do Exército Adyr da Silva Sampaio, e dos irmãos mais velhos, Alexandre – comandante da Base Aérea de Belém – e Cristiano, ex-comandante do 59° BIMTz, assim como o irmão mais novo, Reginaldo, que é oficial da Marinha – só a irmã não seguiu a carreira militar – e consolidou sua carreira em ricas experiências e extensa formação.
Gazeta – O senhor não considera um desafio muito grande ser comandante de um batalhão aos 43 anos de idade?
Cel. Pinto Sampaio – Comandar um batalhão, em qualquer idade, é sempre um desafio. Antigamente, os comandantes tinham idade ou semblante mais velho. Hoje já se vê, cada vez com maior frequência, um rosto jovem no comando. Isso é consequência da evolução do próprio Exército no sentido de política de pessoal. Quando o plano de carreira coloca o militar em condições de comandar, ele já fez os cursos e viveu as experiências que o Exército exige para isso. Fui beneficiado ao longo da carreira pelas oportunidades que aproveitei bem – servi em locais distintos do país, passei um bom tempo como instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras – que me deu uma boa base para essa função – e no Rio de Janeiro, na Brigada da Infantaria Paraquedista, além do Batalhão de Infantaria de Selva.
GAZETA – O Exército ainda atrai muitos jovens? Qual o perfil dos que hoje entram para servir à instituição?
– Continua atraindo, e acho que por muito tempo vai ser assim. A maioria desses jovens ainda vem da parte mais carente da sociedade, que vê nas Forças Armadas a oportunidade do primeiro emprego. Mas isso não é regra; hoje temos jovens de diversas classes sociais, até porque muitos enxergam como oportunidade de servir ao seu País. A diferença é que hoje eles chegam com um preparo técnico e um nível de escolaridade melhores do que anos atrás. Muitos já operam um computador, têm conhecimento de um idioma. E aqui dentro, existem vários programas e projetos de ordem social, por meio de convênios com o Exército, como o Soldado Cidadão, que capacita durante a prestação do serviço militar, para outras habilidades, para que, ao retornar para a sociedade, ao término do serviço militar, esse jovem esteja preparado para assumir outras funções. Mas é bom destacar que o ponto forte do serviço militar é que esse jovem, quando vem servir o Exército, aprende disciplina, valores morais e éticos, de ordem, limpeza, de cuidado com o material, que é público, com os equipamentos, armamentos. Se toda sociedade tivesse essa noção seria muito melhor.
QUEM É
Nome: Frederico Pinto Sampaio
Idade: 43 anos
Cargo: Comandante do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército
Formação: Ciências Militares, com mestrado e doutorado na área
Hobbies: Viajar com a família
GAZETA DE ALAGOAS
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