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Comissão da Verdade não deve apurar crimes da luta armada, diz ministra
Para Maria do Rosário, comissão deve focar os militares, e não as pessoas que, segundo ela, lutavam por democracia no País
Thiago Guimarães

 A ministra Maria do Rosário (Foto: AE)

‘Comissão da verdade não é revanche’, diz Maria do Rosário

A ministra Maria do Rosário, da pasta de Direitos Humanos, afirmou na noite desta quarta-feira (15), em Salvador, que o projeto de lei que cria a Comissão da Verdade não deve contemplar a obrigação de investigação sobre crimes cometidos por grupos opositores ao regime militar.
Vários integrantes do PT e do governo, como a presidenta Dilma Rousseff, estiveram envolvidos na resistência armada ao regime militar.
Enviado ao Congresso há cerca de um ano pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto cria uma comissão para apurar e produzir o relato oficial sobre violações aos direitos humanos praticadas durante a última ditadura no País (1964-1985).
O texto, que tramita em comissões na Câmara, sofre contestações tanto de militares da reserva como de militantes de esquerda. Setores militares querem incluir no texto a previsão de investigação de crimes cometidos por integrantes da luta armada, e defensores de direitos humanos defendem que não haja, como prevê o projeto original, depoimentos confidenciais durante a apuração.
Para a ministra, o texto deve ser aprovado como está. “Ele é fruto já de uma construção, de um diálogo importante e de um amadurecimento da sociedade brasileira.”
Maria do Rosário afirmou que a defesa da investigação de ações de opositores ao regime pressupõe a ideia de que havia uma guerra em curso no País, avaliação da qual diz discordar.
“Não havia uma guerra no Brasil. Havia jovens de movimentos estudantis, gente da comunidade, sindicalistas, um povo lutando pela democracia, e por outro lado a força dos porões do Estado, o aparelho de repressão que mandava prender, matar e jogar no mar. É inaceitável que em um Brasil democrático a gente pense em resistência à repressão e à ditadura em grau de igualdade com a violência de Estado”, afirmou a petista.
IG
Comento:
Demorou, mas finalmente a máscara dos revisionistas esquerdopatas começa a cair. É Gramsci em sua melhor performance. Não houve guerra, não houve bombas, atentados, pessoas inocentes trucidadas, execuções, não houve  tentativa de implantação de um estado totalitário. Val-Palmares, MR-8, MOLIPO, POLOP, ALN, Colina e outros da mesma estirpe eram formados por “um povo lutando pela democracia” e não por terroristas-marxistas que nunca, jamais, em tempo algum, tiveram a mínima intenção de implantar um regime democrático no Brasil.
Os milicos tanto abaixaram-se que, finalmente, o traseiro começa a aparecer.
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