Escolha uma Página
SARGENTO FABIO AUGUSTO NA ÁREA
Leonardo Barros

O uniforme mudou, mas a disciplina e a forma física continuam as mesmas. Com raízes militares – seu pai era piloto de caça da Aeronáutica – o apoiador Fábio Augusto agora é sargento do Exército e defende a Seleção Brasileira Militar, que vai disputar o 5º Jogos Mundiais Militares, em julho, no Rio de Janeiro. Com a experiência acumulada em quase 20 anos de carreira profissional, o meia assumiu a camisa 10 da equipe e vai em busca do título inédito para o Brasil. Nascido no hospital da Aeronáutica, na Ilha do Governador, no Rio, o meia foi morar em Niterói com dois anos.
A chance de defender a Seleção Militar apareceu em 2008, quando o Exército abriu um edital para reforçar o futebol das Forças Armadas. Com a oficialização, Fábio treina diariamente com a equipe e tem ao seu lado outros jogadores que também foram profissionais, como o lateral-direito Bruno Carvalho e o goleiro Brás.
“Quando apareceu o edital, eu estava no último ano de contrato com o Kalmar, da Suécia. Deixei os meus documentos no Exército e fui disputar a última temporada no campeonato sueco. É bom explicar que todos os atletas passaram pelo treinamento militar normal e temos obrigações como qualquer outro nas Forças Armadas”, disse Fábio Augusto, comentando o sonho do seu pai.
“No início, meu pai não aceitava que eu fosse jogador de futebol. Militar, ele gostaria que eu fizesse prova para ingressar na Aeronáutica para ser piloto de caça, assim como ele. Cheguei a começar a estudar mas, como já estava no juvenil do Flamengo, prossegui a carreira. Essa experiência no Exército está sendo muito boa”.
Nos Jogos Mundiais Militares, o Brasil está no Grupo A, ao lado de Argélia, Suriname e Emirados Árabes Unidos. “O nível está muito alto, ano passado fomos campeões de uma competição no Suriname. Muitos países utilizam jogadores profissionais em suas equipes, o que torna os Jogos uma disputa muito difícil”, explicou o camisa 10, que nessa semana disputa vários amistosos na Holanda.
No futebol 
Em 1990, Fábio Augusto foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, título que o Rubro-Negro voltou a conquistar esse ano. O meia foi revelado na Gávea, ao lado de outros nomes consagrados do futebol brasileiro, como Djalminha, Paulo Nunes, Nélio e Sávio. Em 1994, uma boa proposta o levou para o Guarani.
Nos anos seguintes, Fábio Augusto defendeu vários times do Brasil: Atlético-MG, Corinthians, Botafogo, Vitória, América-RJ, Figueirense, Juventus-SP, Desportiva e Paulínia.
Em 2002, foi se aventurar na Europa. Após não se adaptar na Rússia, onde defendeu o Chernomeoretts por uma temporada, o apoiador se transferiu para a Suécia. Em cinco anos no Kalmar, ganhou força física e se tornou ídolo da torcida, mostrando muita disposição nos jogos.
“Tenho a certeza que foi o melhor momento na minha carreira. Ganhei o prêmio de melhor estrangeiro na Suécia, além de conquistar títulos pela equipe”, lembrou Fábio, que foi apelidado de ‘Hulk’ pela torcida. “Todo final de temporada, os torcedores escolhiam um jogador para compará-lo a um super-heroi. Então, passei a ser chamado de ‘Hulk’ pela minha forma de jogar, sempre para frente e com muita disposição”.
Títulos – Nos quase 20 anos de carreira, muitas conquistas: Mineiro, Paulista, Baiano e da Copa da Suécia. Em 2001, voltou ao Flamengo para levantar a troféu da Copa dos Campeões, que dava uma vaga na Taça Libertadores.
O SÃO GONÇALO
Skip to content