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Polícia quer saber como falsa psicóloga tinha contrato com Marinha e Aeronáutica
Prisão temporária de 30 dias de Beatriz Cunha foi decretada neste sábado
Evelyn Moraes
Falsa psicóloga foi presa por crime de tortura neste sábado (André Muzell/R7)
A polícia enviou ofício para Marinha e Aeronáutica para verificar como a falsa psicóloga Beatriz Cunha, 32 anos, conseguiu obter contrato como profissional com estes órgãos. O titular da Decon (Delegacia do Consumidor), Maurício Luciano de Almeida e Silva, quer saber como foi feito o processo seletivo para o ingresso nas Forças Armadas e quais documentos foram exigidos. A prisão temporária de 30 dias foi decretada neste sábado (7) pela Justiça. Beatriz é suspeita de tortura, por tratar de forma errada crianças autistas.
– Ela foi presa hoje por crime de tortura, porque pais e terapeutas relataram a forma como ela fazia a alimentação de crianças autistas, que ela chamava de intervenção alimentar. O procedimento consistia em segurar os braços e as pernas das crianças, forçando a colher na boca, tapando a boca da mesma quando esta queria cuspir.
Segundo o delegado, a pena para este tipo de crime é de até 20 anos de reclusão. Caso seja caracterizado que ela enganou os órgãos públicos, o tempo de prisão poderá aumentar.
– Existe um agravante no crime de estelionato quando ele é praticado contra órgãos públicos. Se for confirmado que ela iludiu o órgão público, terá aumento no crime.
O marido de Beatriz, Nelson Antunes de Faria Junior, foi indiciado como coautor do crime, pois, segundo o delegado, além dele saber da atividade irregular da mulher, ele atuava como gerente financeiro da clínica, localizada em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.
Nelson será chamado a prestar depoimento na Decon na próxima segunda-feira (9).
R7
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