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Agentes da Inteligência do Exército Brasileiro (EB), investigam o furto de pelo menos 400 munições de fuzil calibre 7.62, do 52º Batalhão de Infantaria de Selva (52º BIS), ocorrido no final da semana passado, em Marabá. Por enquanto as informações oficiais a respeito desse sumiço são escassas. Uma nota oficial foi enviada à imprensa ontem (3), informando que foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) e que a unidade militar continua com suas atividades normais.
Todos os militares, envolvendo, oficiais, sargentos e soldados, que tiraram serviço no último final de semana, estão “detidos” no auditório do 52º BIS e sendo ouvidos pelos militares.A reportagem levantou que o paiol fica afastado das unidades principais, sendo que não há qualquer sistema de segurança eletrônico, o que pode ter facilitado a ação do criminoso.
O ladrão quebrou um cadeado da porta principal, violou o lacre de segurança, entrou, pegou as munições e, ao sair, colocou outro cadeado na porta e colou o lacre com uma cola adesiva. O furto foi percebido na segunda, quando os militares responsáveis pelo paiol, ao tentarem abrir o cadeado, perceberam que o objeto havia sido trocado, assim como o lacre violado e colocado novamente.
A partir daí, diversos militares tentaram decifrar o que de fato aconteceu no paiol. Somente no final da tarde de segunda-feira (02), é que o restante dos militares do 52º BIS ficou sabendo do desaparecimento das munições, pois foram impedidos de sair da unidade militar. A saída deles só foi permitida por volta das 20h, sendo que todos os outros militares que tiraram serviço na segurança do quartel continuam detidos.A investigação militar está sendo conduzida pelo tenente coronel Samuel Vieira de Souza, comandante do 52º BIS, que oficialmente não se pronunciou a respeito do caso.
Em fevereiro de 2010, um gerador de R$ 70 mil sumiu do 23º Batalhão Logístico de Selva. Uma sindicância interna foi instaurada, mas não foi identificado o autor do crime. O caso foi arquivado por recomendação do Ministério Público Federal (MPF). 

Diário do Pará

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