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O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) ocupou nesta terça-feira, 22 de março, a tribuna do Senado para relatar a dramática situação da população do Pantanal, que enfrenta uma das maiores enchentes da história. O parlamentar, que coordena a bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional, pediu o empenho do governo federal na adoção de medidas emergenciais que ajudem a socorrer os pantaneiros e a pecuária da região.
“A situação é gravíssima e exige o esforço de todos nós. É preciso que o Exército mobilize seu Batalhão de Engenharia sediado em Aquidauana para construir rapidamente pontes metálicas na Estrada Parque e na região do Passo do Lontra, onde um número incalculável de cabeças de gado já morreu afogada e várias pontes caíram, isolando centenas de famílias. Ao mesmo tempo, a equipe econômica do governo tem que olhar com especial atenção a situação dos pecuaristas e, a exemplo do que está sendo providenciado para os agricultores que perderam a safra de soja em função das enchentes, tome as medidas necessárias no sentido de refinanciar os débitos. Levantamento feito pela Embrapa indica que os prejuízos causados pela enchente aos criadores do Pantanal já passam de R$ 190 milhões”, advertiu o senador.
Delcídio, que é nascido em Corumbá, um dos municípios mais afetados pela enchente, acredita que o governo federal atenderá ao apelo.
“Eu não tenho dúvida de que a administração da presidenta Dilma virá ao nosso encontro e será solidária ao esforço feito por toda a bancada e o governo do estado para socorrer a população pantaneira. Eu tenho orgulho de ser de lá e conheço bem a região. É uma gente sofrida, que trabalha de sol a sol pelo desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e do Brasil. Temos que permitir que os pecuaristas do Pantanal e os agricultores dos outros municípios, apesar das terríveis dificuldades do momento, continuem trabalhando, até pela importância que o nosso estado tem na produção agropecuária brasileira”, enfatizou .
Para o senador, é preciso agir rápido, antes que a situação se torne ainda pior.
“Os produtores e os peões estão trabalhando 24h por dia para retirar , primeiramente, o gado mais fraco das áreas inundadas e levá-lo para as regiões mais altas, especialmente porque a enchente tradicional, que todo ano desce do Mato Grosso, ainda não chegou, o que só deverá acontecer dentro de, no máximo, 30 dias. Se nada for feito agora eu não sei o que vai acontecer com meus irmãos pantaneiros em meados de abril”, previu.
Delcídio, que preside a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, se reuniu nesta terça-feira com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e voltou a pedir uma Resolução que estabeleça condições especiais de renegociação dos financiamentos feitos pelos agricultores e pecuaristas que estão tendo prejuízos com as enchentes em Mato Grosso do Sul. A idéia é que essa resolução seja aprovada na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do BC.
A CRÍTICA (Campo Grande)
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