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Obama defende proposta da Boeing para caças: ‘É a melhor de todas’
Fernando Eichenberg*
No encontro de 70 minutos de duração entre os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama foi evocada a futura compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). A Boeing americana tenta emplacar o seu F-18 Super Hornet, em concorrência com o Rafale, da França, e o Grippen, da Suécia.
O tema foi suscitado na conversa por iniciativa da presidente brasileira. Obama defendeu que “a melhor oferta” entre todas é a do F-18 americano , inclusive pela transferência de tecnologia incluída no pacote.
– A oferta nesse sentido é equivalente aos demais pacotes oferecidos a outros parceiros e aliados no mundo. Mas houve uma conversa sobre o F-18 Super Hornet no encontro dos dois presidentes – garantiu o assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca para a América do Sul e Central, Dan Restrepo.
De acordo com ele, não houve por parte da presidente Dilma Rousseff algum sinal de quando e como o Brasil decidiria pela compra dos caças, em princípio suspensas até 2012 por causa da necessidade de cortes orçamentários do governo federal. A Boeing não enviou qualquer alto executivo da empresa na viagem do presidente americano ao Brasil, ao contrário da Dassault – fabricante dos Rafales – que teve a presença de seu CEO na comitiva do presidente francês, Nicolas Sarkozy ,em sua visita ao Brasil, em setembro do ano passado.
“Brasil de nove anos atrás não é o Brasil de hoje”
Durante a conversa tête-à-tête, os dois chefes de Estado também assinalaram a importância de que haja avanços nas negociações das Rodada de Doha – sobre o livre comércio, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) – deflagradas há nove anos e atualmente emperradas.
– O Brasil de nove anos atrás não é o Brasil de hoje. A China de nove anos atrás não é a China de hoje. Então, a necessidade de um acordo mais ambicioso, que reflita as realidades de hoje, foi algo tratado entre os dois presidentes, que se comprometeram para que suas equipes sentem-se juntas – como já têm feito – para ver como fazer a fim de avançar na questão de Doha de forma mais efetiva – concluiu Dan Restrepo.
*Enviado especial
O GLOBO
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