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Metade dos armamentos do país não funciona

Um levantamento reservado com detalhada radiografia das Forças Armadas brasileiras mostra o sucateamento do equipamento militar do país e explicita as distorções na distribuição de tropas no território nacional.
O estudo, ao qual o jornal “Folha de S.Paulo” teve acesso, é feito pelo Ministério da Defesa e atualizado todo mês e mostra que metade dos principais armamentos do país está indisponível.
O levantamento é usado provisoriamente pelo governo, enquanto não é elaborado o chamado “Livro Branco”, que trará todo esse diagnóstico.
O documento traz, em detalhes, dados orçamentários, operacionais e de pessoal, além de um inventário dos principais equipamentos para uso em uma guerra.
O resultado dá argumentos aos defensores do reequipamento militar, um processo caro e demorado.
O caso da Marinha é paradoxal. Especialistas consideram a Força a mais bem aparelhada, mas 132 dos seus 318 principais equipamentos estão parados. Metade dos 98 navios está no estaleiro.
O Exército contribui para que o resultado geral de disponibilidade de meios atinja ilusórios 68% –isso porque a Defesa coloca na conta as “viaturas sobre rodas”, que são quaisquer veículos. Dessas, 5.318 das 6.982 estão funcionando.
Dos 1.953 blindados do Exército, só metade está à disposição. Metade dos helicópteros está no chão.
A Força Aérea tem indisponíveis 357 dos seus 789 meios, que incluem 48 lançadores portáteis de mísseis, todos funcionando. O governo avalia ter 85 dos seus 208 caças disponíveis, mas a renovação da frota está postergada devido a cortes orçamentários.

FOLHA DE SÃO PAULO
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