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Ocupação militar mudará de endereço em 2012

Tânia Monteiro
A partir do fim deste ano os ministérios militares começam a abrir espaço na Esplanada, onde ocupam atualmente 4 dos 19 prédios. O primeiro a sair será o Comando do Exército, possivelmente em dezembro próximo.
O atual desenho da ocupação militar na Esplanada é herança dos tempos em que, em vez da Defesa, havia
Ministérios do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e do Estado-Maior das Forças Armadas (Emfa). 
Há dez anos foi criada a pasta da Defesa, mas os comandantes das três Forças, apesar de terem perdido o status de ministro, continuaram ocupando os blocos na Esplanada.
O então ministro do Exército, que ainda no governo João Figueiredo (1979-1985) trocou seu gabinete da Esplanada pelo 4.º andar do Quartel-general do Exército, no Setor Militar Urbano (SMU), manteve uma estrutura ali, um segundo gabinete, que acabou sendo desativado.
Foi esse gabinete que a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) reformou e ocupou, na primeira “reforma
imobiliária”.
Agora, o Exército decidiu construir uma sede para o Comando Militar do Planalto (CMP), que ocupava o 6.º andar do bloco O da Esplanada. A mudança dará ao CMP um quartel específico. Se a obra não for atingida pelos cortes orçamentários, a previsão é que o prédio fique pronto até dezembro.
A reforma imobiliária da Esplanada não vai parar por aí. Os antigos ministérios – e hoje comandos da Aeronáutica e da Marinha – também terão novas sedes fora da Esplanada. Os dois comandos têm projetos para construir suas novas sedes.
Só que, por falta de dinheiro, não há prazo para o início das obras. O Comando da Marinha, em um futuro ainda sem previsão, será transferido para onde já funciona hoje o Grupamento dos Fuzileiros Navais.
O Comando da Aeronáutica, da mesma forma, aguarda a chamada “disponibilidade orçamentária” para começar a construir sua nova sede, prevista para funcionar na base aérea de Brasília.
Cobiça. Todo início de governo reacende a polêmica sobre o número de prédios dos militares na Esplanada. A cobiça pela área nobre é imensa e o assunto voltou à tona também no governo da presidente Dilma. A Defesa até estudou a possibilidade de começar o plano de retirada da Marinha e da Aeronáutica, mas os cortes de quase R$ 5 bilhões que atingiram a pasta mandaram o projeto para o arquivo.
O ESTADO DE SÃO PAULO
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