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Deputado denuncia que abuso do exército no Forte Príncipe da Beira suspende aulas


O deputado estadual Eurípedes Lebrão (PTN) denunciou que a comunidade do distrito de Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques, está sofrendo constrangimento e humilhações promovidas pelo comando local do Exército, que restringe a circulação das pessoas, levando à paralisação das aulas na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio General Sampaio.
O impasse começou com a atitude do comandante, que decidiu que toda a área do distrito é patrimônio militar e por isso o Exército está autorizado a exigir identificação e restringir o acesso das pessoas à escola, inclusive.
“A escola sempre funcionou em frente ao Forte e agora, o comando decidiu cercar todo o prédio. Com isso, os alunos, servidores, pais e professores precisam apresentar documentação antes de serem liberados. Todo mundo no distrito se conhece, não precisa disso. Um professor não vai ameaçar a segurança nacional”, disse Lebrão, que já foi soldado do Exército.
Mas, recentemente, foi construída uma cerca, separando as construções do comando militar das residências civis. Ocorre que a escola ficou cercada como área militar e foi colocada uma cancela separando a comunidade da unidade escolar.
Incomodados com os abusos, os moradores e funcionários da Escola se reuniram com o representante de ensino de Costa Marques, Cleacir Longhui, e decidiram paralisar as atividades da escola até que o Exército decida liberar o acesso livremente a todos.
“A solução imediata é que seja liberado o acesso, um espaço livre, sem a exigência de identificação a um militar”, informou o representante de ensino ao deputado Lebrão.
Durante a reunião, o relato de um professor da escola, que se recusou a apresentar seus documentos, foi retirado da sala de aula e escoltado até a sala do comandante, onde recebeu reprimendas que o constrangeram, foi decisivo para a decisão de suspensão das aulas.
“Vivemos em uma democracia e não podemos aceitar abusos. Enquanto não houver uma nova escola, os alunos precisam utilizar o mesmo espaço que sempre utilizaram, sem humilhações e constrangimentos”, completou o deputado Lebrão.
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