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Falha em ônibus pode ser causa do acidente que matou sargentos
Eles trabalhavam na propulsão nuclear de submarino em Aramar
Marcelo Roma
Uma simples falha mecânica na embreagem do ônibus pode ter sido a causa do acidente que matou quatro sargentos da Marinha que trabalhavam com alta tecnologia para propulsão do primeiro submarino nuclear brasileiro. A colisão frontal do ônibus Mercedes-Benz ano 1986 e o Uno aconteceu no quilômetro 15 da estrada vicinal Sorocaba-Iperó, conforme noticiado ontem.
Morreram Josenildo Lopes da Silva, 39 anos; Elson Sodré França Júnior, 38; Samuel Marcos Vieira da Costa, 37; e Douglas Santana Alves, 34. Outro sargento que viajava no carro, Tarciso José de Souza, se feriu gravemente e foi transferido ontem de manhã do Hospital Regional de Sorocaba para a Santa Casa. Está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI).
O grupo trabalhava há quatro meses em Aramar e morava num condomínio do bairro Central Parque, em Sorocaba. No horário do acidente, eles voltavam para casa. Elson, Samuel e Douglas vieram do Rio de Janeiro e Josenildo, da Paraíba, onde deverão ser sepultados. Os corpos foram liberados ontem.
O eletricista Gilmar Pereira da Silva, 33, dirigia o ônibus que bateu no Uno. Ele deu sua versão para o acidente na delegacia do plantão norte, em Sorocaba, e disse que houve falha mecânica. O ônibus passou por perícia e a análise da Polícia Científica poderá confirmar se o que falou realmente aconteceu.
Gilmar fez uma revisão no sistema elétrico do ônibus e ia entregá-lo em Boituva. Pegou a estrada Sorocaba-Iperó. Chovia e próximo ao lugar do acidente ele pisou no pedal de embreagem para reduzir a velocidade, contou à polícia. De acordo com Gilmar, a embreagem ficou dura. Pisou então no freio e o ônibus se desestabilizou, indo de um lado a outro na pista.
Para voltar à trajetória normal, o eletricista tirou o pé do freio. Três carros vieram na direção contrária e Gilmar conseguiu manter o ônibus na faixa correta, mas logo em seguiu derivou para a esquerda. Quando o Uno dos sargentos despontou na curva, o ônibus estava sobre a faixa contrária, disse Gilmar. Ele decidiu jogar o coletivo para a margem da estrada a fim de evitar a colisão, mas o motorista do Uno também desviou e bateram de frente no acostamento.
O eletricista permaneceu no lugar do acidente e de acordo com avaliação de policiais não apresentava sinais de embriaguez. Ele responderá por homicídio culposo (sem intenção) e lesão corporal.
Jornal Cruzeiro do Sul

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