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Emoção marca embarque de militares da Aeronáutica para missão de paz no Haiti

Em meio a olhos mareados e abraços fortes, militares estampavam o orgulho de representar a Pátria, com o empenho que será necessário para apoiar uma população necessitada. Estes foram os sentimentos que marcaram o embarque do primeiro Pelotão da Aeronáutica a integrar uma Força de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Os 27 militares, que servem em unidades do Segundo Comando Aéreo Regional (II COMAR), atuarão na Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah). No início tarde de hoje (9/2), na Base Aérea do Recife (BARF), eles embarcaram, junto com militares do Exército, em uma aeronave KC-137 do Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT) com destino a Boa Vista, onde irão pernoitar. Amanhã, o grupo seguirá para Porto Príncipe, capital haitiana.
A presença dos familiares e a emoção da partida deixaram os militares com dificuldade para expressar o que estavam sentindo. “É até difícil encontrar palavras para descrever como é participar de um momento histórico como este”, afirma o comandante do Pelotão, Tenente-Infante Marcos Vinícius Oliveira Pereira. “Tenho duas filhas que precisam de mim, mas o povo haitiano, neste momento, também está precisando. Quando elas crescerem vão entender porque o pai delas decidiu agir assim”, destaca o Cabo Felipe Queiroz Torres. “Sei que para ele, profissionalmente, é uma ótima oportunidade e tenho certeza que vão cumprir o que foi determinado”, ressalta a esposa do Cabo Queiroz, Cláudia Fernanda Thomas Maya Tabosa.
Antes do embarque, foram realizadas duas solenidades. Na primeira, estavam apenas os militares da FAB e seus familiares. Durante a cerimônia, os integrantes do Pelotão receberam o distintivo de mantenedores da Paz da ONU. “Eles irão levar a paz e também voltarão em paz”, afirma a esposa do Sargento Gustavo César Lima de Freitas, Michele Regina Santos de Freitas. Ela lembra que descobriu que estava grávida dias antes de o marido partir. “Nós dois, eu e o bebê, estaremos esperando por ele”, esclarece Michele. “Os mais difícil na missão será a ausência física, mas vamos conseguir superar”, garante o o Sargento Gustavo.
Para integrar a Minustah, o Pelotão passou por um período de oito meses de treinamento. Foram ministradas instruções que simulavam situações reais, que podem ser enfrentadas no Haiti. “Estou certo que irão honrar a Força Aérea Brasileira, o nosso país e, sobretudo, irão mostrar mais uma vez a capacidade do nordestino de vencer quaisquer barreiras, por mais penosas e difíceis que possam parecer”, ressalta o comandante do II COMAR, Major-Brigadeiro-do-Ar Hélio Paes de Barros Júnior. Ele também lembrou que são “apenas 27 militares, mas são 27 fortes”.
Dentro do grupo, 23 servem no Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF). Os outros estão lotados nas Bases Aéreas de Natal e Fortaleza e no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno. “Para a Infantaria, esse momento tem um significado ímpar, de reconhecimento”, garante o comandante do BINFAE-RF, Tenente-Coronel-Infante Júlio Cézar Pontes. Ele ainda ressaltou que a missão proporcionará grande aprendizado a estes militares e que, ao retornarem, tal conhecimento será repassado aos que ficaram no Brasil.
FAB
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