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Tropa do exército viveu de tensão à pacificação
As tropas de paz do exército brasileiro ganharam a simpatia da população e de organismos internacionais.
FOTOS Aurélio Alonso/especial JM
BRASILEIRO: tropa de paz da ONU convive bem com o haitiano, principalmente criança
Nem tudo foi mar de rosas no Haiti. O período de maior turbulência foi a partir de 2004, com confrontos armados e posteriormente gangues criminosas no domínio de favelas até serem desmanteladas.
A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah, sigla em francês) foi criada em 1º de junho de 2004 pela Resolução n.º 1.542.
A Minustah substituiu uma Força Interina de Segurança, em fevereiro de 2004, depois que o presidente Bertrand Aristides foi exilado do Haiti, após conflito armado que se espalhou por várias cidades.
O objetivo da missão de paz, comandada pelo Brasil, é restaurar um ambiente seguro e estável.
Após o terremoto, o Brasil aumentou o contingente de 1,2 mil para 2,2 mil militares, mas há no Haiti 8,741 mil soldados de outras nacionalidades dos quais argentinos, paraguaios, chilenos, jordanianos entre outros. Não há previsão de volta, enquanto não for restaurada a estabilidade política.
O comandante da Minustah no Haiti, o general de brigada do exército brasileiro Luiz Guilherme Paul Cruz, explica que os indicadores econômicos do país melhoraram a partir de 2009, após passar pela fase mais crítica dos confrontos armados e das gangues criminosas que vai de 2004 até 2008.
O terremoto do ano passado atrapalhou muito a busca pela estabilidade, porque foram mortos cerca de 230 mil pessoas e três milhões de pessoas afetadas pela catástrofe natural. A população do Haiti, segundo dados de 2008, é de 9,8 milhões de habitantes.
A estabilidade foi possível atingir a partir de 2007. “Há alguma criminalidade sim, mas em regiões metropolitanas há esses índices, mas nada absurdo. Há problemas decorrentes da pobreza, não tem dúvida, mas com certeza só houve o trabalho das inúmeras instituições sejam elas do governo, internacionais, religiosas e não governamentais, porque houve estabilidade para que essas instituições pudessem exercer seu trabalho”, declara Paul Cruz.
O soldado brasileiro convive bem com os haitianos, mas correntes críticas alegam que o Haiti não está em guerra e nem é um país ocupado para manter uma grande força militar pelas ruas. Segundo Paul Cruz, a missão é para garantir a segurança das pessoas e instituições para que possa, de forma democrática, eleger seus representantes.
A sonhada estabilidade é encerrar o processo eleitoral, dar posse ao novo governo e iniciar a reconstrução do país, a partir daí será feita uma avaliação pelo Conselho de Segurança da ONU que definirá se será necessário diminuir os integrantes da tropa de paz no Haiti. 
Entre as baixas há o suicídio do general Urano Teixeira da Matta Bacellar, encontrado morto em 7 de janeiro de 2006 no quarto de um hotel. O nome dele foi dado ao 1º Brabatt (quartel da tropa brasileira).
O jornalista Aurélio Alonso viajou ao Haiti pela Associação Paulista de Jornais (APJ) e Associação dos Jornais do Interior (ADI) a convite do Ministério da Defesa

JORNAL DO MINUANO

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