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É “mintchura” do Lula.
Giulio Sanmartini

Editado por 
Adriana Vandoni

 A novela da compra dos caças para a Força de Aérea Brasileira – FAB, foi mandada pela presidente Dilma Rousseff para 2012, mas Lula que já havia acertado tudo com empresa francesa Dassault, fabricante dos Rafale, sentindo-se desautorizado inventou uma mentira.
Revelou que fora estimulado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy a avançar nas negociações com o Irã para o fechamento do acordo sobre o enriquecimento de urânio daquele país. Em maio (2010), os dois chegaram a se encontrar reservadamente em Madri para tratar do assunto, durante a 6ª Cúpula União Européia, América Latina e Caribe.
Logo depois, o Irã aceitou os termos do acordo acertado com Brasil e Turquia para o enriquecimento de urânio iraniano em território turco. Mas, para a surpresa de Lula, depois da pressão dos Estados Unidos Sarkozy voltou atrás, e a França votou a favor de sanções ao Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A adoção de sanções dependia do voto favorável de todos os integrantes permanentes do conselho.
Diante da nova posição de Sarkozy, Lula em represália, decidiu adiar “sine dia” a compra dos caças.
Em primeiro lugar ele fez a maior força para que o ministro da Defesa Nelson Jobim permanecesse no cargo por que era um dos defensores da compra, com todas as desvantagens para o Brasil, dos Rafale.
Mais ainda, o fato que gerou a posição de Lula contra a França aconteceu em maio de 2010, como então explicar a nota oficial do ministério da Defesa de 4 de novembro do mesmo ano, onde numa reunião com o futura presidente e o ministro, este último, a pedido de Lula fez uma exposição sobre os motivos que o levavam a recomendar a compra do avião Rafale. Endossado por Lula, o parecer do ministro se sobrepôs à posição da própria FAB, que preferia os caças Grippen, fabricados na Suécia. A Força Aérea alega que, além de sair pela metade do preço, os Grippen atendem mais às necessidades brasileiras do que os Rafale.
Mas Dilma, não resolveu nada e Lula viu-se frustrado, pois como havia dito, desejava anunciar a compra do equipamento da França antes de deixar o Planalto.
O fato real, do adiamento parece que se prende à “herança bendita”, foi por conta das definições de cortes no Orçamento de 2011, pois seria politicamente difícil para o governo decidir por um negócio tão caro neste momento. De acordo com o Ministério da Defesa, o acordo está orçado em R$ 5,1 bilhões.
Para finalizar como se pode ver na fotomontagem, os aviões franceses são dois: um tem que ser vendido para salvar o fabricante, o outro tem que ser mantido para salvar o presidente francês.
(*) Fotomontagem: o caça Rafale e a primeira dama francesa Carla Bruni.
Prosa & Política
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