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Fuzileiro de 83 anos é voluntário em Nova Friburgo

Leo Pinheiro

O fuzileiro José Edgar de Moraes em Nova Friburgo: "Minha vida é a Marinha" (Foto: Marcelo Vallin)
O fuzileiro José Edgar de Moraes em Nova Friburgo: “Minha vida é a Marinha” (Foto: Marcelo Vallin)
O fuzileiro naval reformado José Edgar de Moraes afirma que nunca participou de uma ação com tantos mortos como na região serrana do Rio. Não é pouca coisa. Moraes tem 83 anos e serviu de maio de 1949 a dezembro de 1974, com inúmeras autações em situações de calamidade em todo o Brasil. Desde a quinta-feira, o sargento participa, como voluntário, da equipe que presta assistência à população de Nova Friburgo no hospital de campanha da Marinha, montado em frente à prefeitura da cidade, no centro.
“Estou trabalhando na triagem de pacientes, mas faço tudo o que aparece”, explica, sem perder tempo no trabalho, transportando feridos e ajudando no funcionamento do hospital de campanha.
Morador do Rio de Janeiro, Moraes conta que a família já está acostumada com seus ‘sumiços’ para se engajar no trabalho da Marinha em áreas onde a população precisa de ajuda. Foi assim, por exemplo, na tragédia do ano passado, em Angra dos Reis. “Lá em casa eles sabem que essa é minha missão. Minha vida é a Marinha’, diz.
Atendimentos – No Hospital de Campanha atuam 154 militares, 50 deles na área médica. Até as 6h deste sábado, tinham sido feitos 186 atendimentos. “A maioria dos atendimentos é finalizada aqui, sem que seja preciso encaminhar os pacientes para os hospitais da região. Esse é o papel de um hospital de campanha, evitando que as unidades de saúde fiquem ainda mais saturadas”, explicou o capitão de fragata Carlos Mesquita, um dos médicos em atividade no socorro às vítimas.
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