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2º turno não ocorrerá agora por questão logística’, diz ONU
Em entrevista ao site de VEJA, comandante da missão de paz no país afirmou que pleito, originalmente previsto para dia 16, deve ser realizado após fevereiro
Mariana Pereira de Almeida
Defensores e oponentes ao governo de Préval se encontram no aniversário da independência do Haiti
Defensores e oponentes do governo de Préval se encontram no aniversário da independência do Haiti (Thony Belizaire)
O segundo turno das eleições presidenciais do Haiti, que estava previsto para o dia 16 de janeiro, foi adiado e só deve ser realizado após o final de fevereiro, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). “O segundo turno não vai ocorrer no dia 16 de janeiro por uma questão logística. Isto é um fato”, confirmou o general brasileiro Luiz Guilherme Paul Cruz, comandante das forças de paz da entidade no país (Minustah), em entrevista ao site de VEJA.
O militar, nomeado para chefiar a missão da ONU em abril de 2010, disse que é pouco provável que a eleição seja realizada antes do final de fevereiro, devido a todo processo que a antecede. A data depende da publicação um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA), que analisa os resultados do primeiro turno.
Nenhum candidato obteve mais de 50% dos votos no pleito de 28 de novembro. Segundo as autoridades eleitorais, a ex-primeira-dama Mirlande Manigat conquistou 31,37% dos votos e Jude Célestin, apoiado pelo atual presidente, René Préval, teve 22,48%. 
O candidato Michel Martelly, que ficou em terceiro lugar por uma diferença muito pequena de votos em relação ao segundo colocado, denunciou fraudes na votação. Seus partidários, revoltados, fizeram manifestações violentas, no início de dezembro.
“Estima-se que este relatório da OEA sobre o primeiro turno seja apresentado no próximo fim de semana ou no início da semana que vem. Em seguida, cabe à comissão eleitoral confirmar ou não o parecer e apresentar o resultado oficial do primeiro turno”, afirmou Paul Cruz. “A partir deste momento, serão necessárias pelo menos seis semanas para preparar toda a logística do segundo turno”, afirmou, referindo-se à impressão de cédulas e a todo preparo técnico.

Eleições 

Os haitianos foram às urnas em 28 de novembro escolher o presidente, 11 senadores e 99 deputados em meio a uma epidemia de cólera, que já matou 1.650 pessoas, menos de um ano após um violento terremoto deixar mais de 220.000 mortos no país. Na próxima quarta-feira, completa-se um ano dos tremores, que atingiram 15% da população e destruíram 105.000 casas.
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