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Major suspeito de abuso contra menina de 14 anos 
Daniela Arbex
 

Um major do Exército está sendo investigado por envolvimento sexual com uma adolescente de 14 anos. A pedido do comando da corporação, uma sindicância foi instaurada para apuração dos fatos e terá duração de 20 dias, podendo ser prorrogáveis. O oficial, de 40 anos, é militar há 20 anos e, há cerca de dois, está em Juiz de Fora. Casado, ele foi denunciado, recentemente, pelo pai da jovem, que registrou um boletim de ocorrência contra o oficial devido à descoberta do relacionamento. Se houver comprovação do crime, o major poderá responder processo penal na justiça comum por abuso sexual.
Localizado pela Tribuna, o documento registrado pela PM revela que, no dia 2 de dezembro, o genitor da adolescente foi alertado sobre o que estaria acontecendo entre ela e o oficial por uma amiga da filha. De acordo com o histórico da ocorrência, o pai localizou o celular da menina, onde teria encontrado várias mensagens românticas. Ao telefonar para o número indicado, o major teria atendido à chamada e se dirigido a ela de maneira íntima.
Abordada pelos familiares, a garota contou aos pais que o relacionamento teria se iniciado em julho. Ainda de acordo com a informação dada por ela, as conversas entre eles teriam sido iniciadas pela internet e que o major teria beijado a menina. A adolescente ainda relata que foi levada pelo major a motéis da cidade em três ocasiões, a primeira no início de setembro.
O relacionamento se manteve nos meses de outubro e novembro. Conduzida ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde foi examinada, uma perícia médica constatou ruptura de hímen. Um superior de dia do Exército, lotado no 4º Depósito de Suprimentos, acompanhou a ocorrência.
Procurado pelo jornal, o relações públicas da 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, major Carlos Henrique da Mota Couto, afirmou que o militar não está afastado das suas funções, pois a situação ainda está em fase de apuração.
Segundo o relações públicas, caso o resultado da sindicância confirme o desvio de conduta do militar, será instaurado processo judicial. Na possibilidade de condenação em período superior a dois anos, o major pode sofrer desde a perda da graduação até o afastamento dos quadros do Exército.
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