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Jobim pede união das Forças Armadas para prosseguimento de projetos

“Estamos no mesmo barco, que está navegando. Quem quiser ficar e navegar
 conosco, ótimo. Mas, quem não quiser, pode pular fora do barco”
Tânia Monteiro, da Agência Estado
Na parte reservada da cerimônia em comemoração ao Dia do Marinheiro, no Clube Naval, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um longo discurso de balanço sobre a nova fase da pasta e pediu união da tropa para que os projetos das três Forças possam ter prosseguimento. “Estamos no mesmo barco, que está navegando. Quem quiser ficar e navegar conosco, ótimo. Mas, quem não quiser, pode pular fora do barco”, declarou Jobim. A afirmação foi feita dois dias depois de Jobim, que permanecerá no cargo, ter participado de uma segunda e demorada conversa com a presidente eleita, Dilma Rousseff, na Granja do Torto, e foi entendida como um recado para alguém que, por ventura esteja insatisfeito com o comando dela do País ou dele na Pasta. Mais tarde, em cerimônia na Defesa, Jobim comentou que “a tendência” da presidente eleita é de manutenção dos atuais comandantes da Marinha, do Exército, e da Aeronáutica nos seus cargos.
No seu discurso, Jobim fez questão de falar ainda da igualdade de tratamento a ser dada ao Exército, à Marinha e à Aeronáutica, ressaltando que as forças são iguais, o que provocou reação imediata entre alguns militares que observaram que, ao contrário do que o ministro disse, as Forças são muito diferentes e cada uma delas têm suas peculiaridades. Mas, para o ministro, “a sociedade não enxerga as forças individualizadas”.
Depois de falar sobre as etapas vencidas no processo de formação da estrutura do Ministério da Defesa, Jobim avisou que o momento é de consolidação da pasta. Ele citou ainda que este é um momento de desafio porque os problemas econômicos que atingiram a Europa começarão a ter reflexos no Brasil, em sinalização das dificuldades que poderão ser enfrentadas. Nesta parte da cerimônia, houve um sobressalto quando o adido militar egípcio passou mal e caiu no cão desmaiado, machucando seu rosto.
Após a parte reservada, houve a solenidade de condecoração com a medalha Mérito Tamandaré a cerca de 200 pessoas, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em mensagem à Marinha, o presidente Lula observou que “vivemos um momento de grande euforia com as descobertas das reservas de petróleo e gás da camada de pré-sal”, lembrando que “ainda não conhecemos totalmente a extensão do imenso patrimônio que ainda está guardando em nossa Amazônia Azul” e que, por isso, “é imprescindível contarmos com uma Marinha adequadamente equipada, com efetivo poder de dissuasão”. O comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, emendou dizendo que “deve ser priorizado o sistema da Amazônia Azul, ferramenta vital para o monitoramento e a vigilância de nossas águas jurisdicionais”.
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