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A Marinha firmou na última 4ª feira(15) convênio com a construtora Odebrecht para transformar o Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan) em uma base de treinamento para o aprimoramento de futuros medalhistas olímpicos nas modalidades de atletismo, levantamento de peso e boxe.
O projeto é piloto e prevê a seleção de jovens moradores de comunidades carentes para integrar o centro de treinamento em esportes de alto rendimento, no Rio de Janeiro. O objetivo é preparar uma nova geração de atletas para as Olimpíadas de 2016.
Além do espaço para a preparação, a Marinha dará suporte com auxiliares e fisioterapeutas ao quadro técnico cedido pelas confederações. Serão 18 atletas por ano, seis em cada uma das três modalidades. A construtora estima investir R$ 1,5 milhão por ano, cerca de R$ 1,4 mil por atleta a cada mês.
Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, o almirante Álvaro Augusto Dias Monteiro afirmou que a Marinha já investiu mais de R$ 40 milhões na modernização do Cefan. Segundo ele, a base foi escolhida pela Confederação Internacional de Atletismo como um centro de referência na América do Sul para o treinamento da modalidade, com clínicas e equipes preparadas para dar suporte aos atletas.
“A preparação de atletas de alto rendimento é uma tarefa difícil”, disse Monteiro. “Atualmente, envolve muitos recursos. O Brasil, que pretende participar cada vez mais das Olimpíadas, não tem condições de trabalhar esses atletas só com os clubes recreativos.”
O almirante destacou que foram apoiados no projeto os esportes que não têm grande apelo com os patrocinadores. Ele destacou que o convênio, que tem validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação, também tem o objetivo de atrair outras empresas e investimentos para o esporte olímpico, usando a infraestrutura do quartel dos Fuzileiros Navais.
O presidente da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe), Daniel Fucs, lembrou a dificuldade para obter patrocinadores na preparação de pugilistas e afirmou que o incentivo é muito importante, apesar da escassez de vagas.
O diretor da Odebrecht, João Borba, reafirmou que o grupo está voltado para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Segundo ele, a empresa está participando das licitações para a construção de estádios. Entre as concorrências que a construtora já venceu, estão a da arena da Fonte Nova, em Salvador, e a Cidade da Copa, em Recife. De acordo com Borba, em ambas a empresa atuará como construtora e operadora dos aparelhos pelo prazo de 35 anos.
Responsável pelas obras no Estádio Mário Filho, o Maracanã, a Odebrecht começou na manhã de hoje a etapa de demolição do anel superior e a retirada dos camarotes.
AGÊNCIA BRASIL
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