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Sidney Rezende
Hoje à tarde aconteceu a entrevista coletiva no Palácio Guanabara em que participaram o governador Sérgio Cabral e o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Eles tinham acabado de participar de uma reunião juntamente com outras 20 pessoas ligadas à força militar e de segurança do estado do Rio de Janeiro. Uma hora e meia de acertos. E olha que Jobim havia acordado 3h50 da manhã. Vamos dar um desconto.
Na coletiva, eu não gostei de uma resposta do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em que ele ressaltou a disciplina militar e o fiel cumprimento à Constituição. Em que reza que os militares cumprem missões e devem fazê-las sem discutir.
O que eu não gostei? Concordo que as Forças Armadas têm sido disciplinadas e cumpridoras da Constituição brasileira, o que é extraordinário num país onde as próprias Forças Armadas rasgaram a Constituição e impuseram ao país uma ditadura perversa.
Não gostei da soberba do ministro Nelson Jobim, que é um civil, e que deu uma resposta de enquadramento dos militares. Algo semelhante a “obedeçam sem contestar a uma ordem de seu superior”. Para que isso? Por que razão agir assim?
As Forças Armadas têm agido com extremo respeito à Constituição e ao país. Não se pode falar uma vírgula dos militares. No Alemão, foram espetaculares. Não ocorreu nenhum deslize. Você pode ouvir dizer que um PM abusou de jovens na frente dos pais. Mas não se pode dizer algo semelhante de um jovem soldado.
O ministro Nelson Jobim perdeu a oportunidade de ficar calado. Ele não precisa dizer que a obediência militar está sendo cumprida. Ela está sendo cumprida, e ponto. Marinha, Aeronáutica e Exército são instituições seculares. E sérias.
Estas forças estão cumprindo suas obrigações por causa do extraordinário espírito público de cada um dos seus componentes. A maioria dos militares de hoje nem era nascida em 1964. Vamos começar a vê-los como aliados e não inimigos.
Mais respeito com esta brava gente, ministro!
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