Escolha uma Página

“O calor tá pior que os tiros”, diz paraquedista gaúcho no Rio de Janeiro

Sargento Anderson Bernardo, 28 anos, ajuda a patrulhar o Complexo do Alemão
Humberto Trezzi | [email protected]
O sargento gaúcho Anderson Bernardo, 28 anos de idade e cinco de Exército, está desde sábado no Complexo do Alemão, ajudando na operação que resultou, até agora, na prisão de mais de 120 suspeitos de cometer crimes nesse bastião do tráfico. 
Bernardo está há um ano na Brigada de Infantaria Paraquedista, unidade de elite cedida pelo Exército para atuar na ocupação das 16 favelas do complexo. O governador fluminense, Sérgio Cabral, fez um apelo, hoje, para que os militares das Forças Armadas permaneçam pelo menos seis meses patrulhando essa região, até que possam ser concursados 3 mil novos PMs. 
Fazia 36ºC quando Zero Hora entrevistou o sargento Bernardo, hoje. Ele revistava carros que desciam do morro da Grota. Um tenente tentou impedir a conversa, mas o gaúcho teve tempo de trocar algumas palavras com o repórter. 

Zero Hora – Que tal a operação? 

Sargento Anderson Bernardo – Olha, troquei de unidade no Exército para ter mais ação. Não posso me queixar, apesar de estar trabalhando direto, com poucas horas de sono, desde o início da ocupação. O calor tá pior que os tiros. Que, aliás, cessaram. 


ZH – O senhor atuava onde, antes de ser paraquedista? 

Bernardo – Eu era artilheiro, do Grupamento de Artilharia de Cachoeira do Sul, mas sou criado em Cruz Alta. Como tá minha cidade? Um pouco menos quente que aqui, imagino (risos). Aí fiz um curso, me especializei nos saltos de paraquedas e estou aqui. Se tiver de ficar alguns meses, sem problema. Gosto do que faço. E a população nos recebeu feliz. Até foto tiraram conosco.
ZERO HORA
Skip to content