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O chefe da missão da ONU no Haiti, Edmond Mulet, indicou nesta quinta-feira que a redução do número de capacetes azuis na ilha e sua “eventual retirada” serão examinadas em abril-maio de 2011, desde que a eleição de domingo e a transição de poder ocorram sem contratempos.
Criada em meados de 2004, a Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah) está programada para permanecer um determinado tempo. Seu mandato é renovado periodicamente pelo Conselho de Segurança e, em outubro passado, foi estendido por mais um ano.
Se tivermos boas eleições agora e se ocorrer uma transferência democrática de poder” entre o ex-presidente e o presidente eleito, e se for realizada a “instalação de uma nova Assembleia Nacional no próximo ano, então analisaremos a situação da segurança no país em abril-maio de 2011”, disse Mulet em uma coletiva de imprensa.
O chefe da Minustah disse que houve “um debate em outubro de 2009 no Conselho de Segurança porque a missão da ONU já estava terminando seu mandato”. Mas o terremoto de 12 de janeiro obrigou a Minustah a prorrogar sua missão no país.
Vários candidatos à presidência, como Mirlande Manigat, uma das favoritas, pedem a retirada da Minustah, acusada por alguns haitianos de levar à ilha – através de seus soldados nepaleses – a epidemia de cólera, que já matou 1.523 pessoas desde a metade de outubro.
AFP
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