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Um grupelho de desvairados, que insiste em classificar a MINUSTAH como “tropa de ocupação”, elaborou uma carta para ser entregue à candidata Dilma Rousseff, exortando-a a apoiar a retirada imediata das Forças Brasileiras do país caribenho.

Entre os signatários, quase todos ilustres desconhecidos, podemos identificar representantes de entidades que têm como norte moral o totalitarismo na sua pior expressão, como o MST, a Via Campesina, a Apeoesp (aquela associação de professores de SP que queima livros didáticos em praça pública) e outras, representativas da fina-flor da esquerdalha que ainda vê como grandes benfeitores da humanidade genocidas como Stálin e Mao Tsé-Tung.
Sob a ótica estrábica que pauta, invariavelmente, a retórica dessa gente, o manifesto desfia um rosário de acusações contra as tropas, que seriam repressoras dos “movimentos sociais” haitianos, que “lutam por seus direitos”. Da matéria, publicada no site DefesaNet, colhi alguns depoimentos:

 
“É de solidariedade que o Haiti precisa e não de tropas”.
Deputado José Candido (PT/SP) 

“Quantas escolas, quantos hospitais foram construídos após a ocupação? O que o Haiti precisa é de médicos, professores e não de tropas de ocupação”
Marcelo Buzetto, representante do MST
 

O documento afirma que “se o Brasil quiser realmente ajudar o povo do Haiti a abrir caminho para a democracia e para a melhoria da situação, substitua os 1.200 soldados brasileiros por médicos, enfermeiros, bombeiros, técnicos e operários para reconstruir a destruição causada pelo terremoto”.
Longe de ser fruto de desconhecimento, o documento aproveita-se, isto sim, da desinformação da maioria das pessoas para desqualificar o extraordinário trabalho que tem sido feito pelos militares brasileiros no país do Caribe.
Recorro ao impecável editorial publicado pelo site Sangue Verde Oliva para desmascarar a farsa:
“A internet, e os meios de comunicação de uma forma geral, possibilitam que grupos minoritários tenham suas opiniões conhecidas. A distorção se dá quando a opinião publicada se confunde com a opinião pública.
A falta de conhecimento, aliada ao preconceito ideológico, resulta em atos políticos como esse ocorrido em São Paulo.
O Batalhão Haiti recebe a grata incumbência de acompanhar inúmeras comitivas de políticos ligados ou influenciados por alguns desses movimentos ditos populares. É gratificante notar que todos, sem exceção, saem do Haiti com a visão completamente transformada após o contato com a realidade do trabalho desenvolvido pela MINUSTAH e, em especial, pelas tropas brasileiras.
A citação ingênua, ou romântica, de que dever-se-ia trocar a presença dos militares brasileiros por médicos, engenheiros, professores, etc é fruto do desconhecimento do que nossos soldados da paz fazem diuturnamente naquele país.
Somente a presença do componente militar da MINUSTAH possuia (e ainda possui) a capacidade logística para apoiar as ações de socorro e de ajuda humanitária no pós-terremoto. Além de prover segurança para centenas de ONG e agências da ONU que trabalham no país, foram os meios militares os responsáveis pelo restabelecimento da operação do aeroporto, do porto, dos corredores humanitários com a República Dominicana, que fizeram a remoção de escombros dos presídios, das escolas, dos hospitais, das estradas, etc. Com a chegada dos Engenheiros militares do Paraguai e da Indonésia em Novembro, a MINUSTAH passa a contar com 6 Companhias de Engenharia (Brasil, Ecuador, Chile, Japão e Coréia do Sul já se encontram lá).
Foi a MINUSTAH, com sua logística militar, que possibilitou a distribuição de água e alimentos aos atingidos pela catástrofe do dia 12 de Janeiro, que coordenou a ação de resgate e ajuda humanitária enviadas por dezenas de países, que colocou todos os meios de saúde de seu hospital de campanha (argentino) e os meios dos Batalhões para socorrer a população, que preparou os terrenospara a construção dos acampamentos que acolheram milhares dos que perderam suas casas, que cavou os poços de água, que asfaltou as principais ruas da capital, que recuperou pontes, etc.
Cabe uma citação, que deixa esses grupos ainda mais perplexos: tudo isso com a contribuição indispensável da logística militar norte-americana, que acorreu imediatamente ao Haiti e juntou-se aos militares da MINUSTAH em uma ação de coordenação complexa, somente possível no ambiente militar, onde a hierarquia, a disciplina e a doutrina semelhante de emprego em catástrofes e desastres naturais, colocaram ombro a ombro militares e civis de dezenas de países do mundo.
A resolução do Conselho de Segurança da semana passada, que renovou o mandato da MINUSTAH por mais um ano, traz em seu texto a ênfase ao desenvolvimento das instituições que criam e garantem o estado de direito. “Rule of Law” será uma das principais bandeiras da MINUSTAH em 2011. Com o apoio da MINUSTAH a escola de magistratura e a academia de polícia já voltaram a funcionar. Uma nova turma de policiais e de magistrados já se encontram em formação.
As eleições de 28 de novembro seriam de realização impossível sem a logística e a segurança das tropas da MINUSTAH que farão a distribuição e o recolhimento de todo o material eleitoral (urnas, cédulas, material de apoio, etc) em todo o País, utilizando seus helicópteros, suas lanchas, seus caminhões e veículos militares.
O sucesso da MINUSTAH será acompanhado da diminuição gradual da presença militar e sua substituição pela polícia da ONU e do Haiti, que estão sendo preparadas para essa transição, que seguramente se dará nos próximos anos. Não por razões ideológicas, mas pelo avanço e desenvolvimento das instituições nacionais haitianas que estarão em breve em condições de assumir a responsabilidade pela segurança pública, pelo controle de fronteiras e pela estabilidade em todo o território. Esse é o sucesso perseguido pela ONU.”
O demais é demagogia barata com o sofrimento de todo um povo.
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